Saúde na Escola.

 

Vídeo aula XXVIII :     Depressão na infância e a adolescência.

 

http://www.youtube.com/watch?v=iGb0pmKgtUw

 

Apesar de pouco conhecida a depressão é confundida com falta de interesse, preguiça, desânimo, criança chorosa/mimada, anti-social ou com humor instável- tudo isso dificulta a abordagem adequado do problema. Por tanto pode-se disser que a depressão infantil é vista como “pedra” no caminho da aprendizagem.

A chave para resolver esse estranho comportamento é primeiramente identificá-lo precocemente para atender adequado o aluno com depressão e observar, investigar e pedir ajuda para profissionais para que auxilie a família e a escola  à saber a lidar com esse problema.

As crianças e adolescentes muitas vezes apresentam uma enorme dificuldade de se relacionar e dificultando o diálogo para reconhecer que precisa de ajuda não conseguindo expressar o que está sentindo e expor suas limitações.

Então como podemos reconhecer a depressão e diagnosticá-la? Por ser um distúrbio que leve a dificuldade no relacionamento social e  levando ao isolamento e  a um comportamento emocional abalado é muitas vezes  desconhecido por  muitos ou reconhecido tardio na escola e até mesmo pela família. Pra que tenha claro sobre a depressão é preciso pedir ajuda para profissionais e com observações mais direcionadas.

O preconceito e o fracasso escolar pode ser uma das causas como assim como  problemas familiar que poderão agravar e acumular a condenação ao isolamento e a uma tristeza profunda levando a baixa auto estima .

É, portanto terrível para a própria criança ou adolescente não entender o que está se passando com ela.

Talvez não seja tão fácil reverter esse quadro completamente como um resfriado, mas pode compensar ou ter apenas ter boa vontade tanto do indivíduo como do professor  é preciso em grande parte de profissionais como psicólogo ou psicopedadgogo para obter  sucesso e sair desse quadro depressivo.

 O papel da escola no momento do tratamento é fundamental. É preciso que a equipe escolar esteja preparada para ajudar esse aluno sendo o “ponto chave” da observação, acolhimento e tolerância para adaptá-lo ou readaptá-lo as demandas da escola. Nesse ponto o apoio emocional é decisivo pra sair desse quadro.

O professor precisa estar muito próximo do aluno, incentivando e proporcioná-lo oportunidade de mostrar o seu potencial diante dos colegas, e ser tolerante m suas limitações e não expor-lo negativamente. Aos poucos o aluno conseguirá  aprender, reconhecer e superar esse comportamento e voltar a viver como os colegas feliz e confiante.

Vídeo aula XXVII: Stress e ansiedade na infância e na adolescência.

 

Para que a escola possa ajudar a criança e adolescente que se encontra no quadro de estresse ou ansiedade depende muito da concepção do professor, coordenador, colegas e os próprios pais do aluno, ou seja, é preciso que estejam atentos à saúde não somente do aluno como principalmente da escola e da família. Pois, se sabe que será nesses ambientes que favorecerá uma vida melhor longe desse quadro de estresse.

Um dos grandes problemas das crianças ou adolescentes que estão estressados ou são ansiosos é que são vistos como crianças estranhas, complicadas, não sendo “pessoas normais”, ou seja, pessoas que apresentam dificuldade de entrosamento social- e esse comportamento quase sempre é desconhecido e é encarado como falta de limites, desatento desinteresse, tímido entre outros. Tudo isso atrapalha o rendimento escolar  e a realizações de tarefas familiar e como conseqüência mais graves(citadas na vídeo aula) sem contar com a exclusão do aluno em diversas atividades pelos colegas e algumas vezes pelo próprio professor.

Portanto, cabe aqui salientar alguns pontos para compreender e saber lidar no dia-a-dia com alunos ansiosos e com estresse: primeiro o educador precisa conhecer os sintomas dessa doença e também conhecer o aluno para que possa proporcionar um vínculo afetivo ,onde o aluno confie e se torne confidente, demonstrando-se  preocupado e disposto em ajudá-lo a resolver o problema ou a superar da melhor maneira – quando o professor se dispõe a ajudar assume portanto uma postura proativa no sentido de reduzira  exclusão e o sofrimento; refletir sobre as atividades que a escola está proporcionado também é um ponto importante para analisar se está contribuindo para esse comportamento de ansiedade e estresse e ou se a família também não está cobrando e exigindo um resultado acadêmico que o aluno não consiga chegar.

 Sabe-se que a ansiedade e o estresse caminham junto e se manifestam principalmente no ambiente escolar , por isso é necessário uma reflexão que leve escola e família a modificar suas práticas de modo que aprenda e entenda como lidar com as crianças e adolescentes ansiosos para que não se torne um adulto vítima dos seus próprio comportamento.

  http://www.youtube.com/watch?v=dlAm7MHy3L4

 

 

Vídeo aula XXIV: Mídia e comportamento

Quando se fala de mídia e criança, já nos vem na mente “horas demasiadas” em que a mesma passa em frente ao aparelho eletrônico seja ele TV, computador, jogos eletrônicos/ vídeo games, rádio…

Algumas pessoas entendem que tal comportamento é negativo, já outras defendem a idéia que esses aparelhos ajudam na participação ativa da circulação de informação quando orientado o uso. A mídia participa a todo o momento de aperfeiçoamento que influencia no comportamento e na conduta da criança e adolescentes.

O perigo está aqui! Os programas de TV, as propagandas, o apelo ao consumo, os jogos  que estimulam a violência, tudo isso seduz crianças e adolescente apoiados numa atitude de encantamento sem saber o que está por trás da “visualidade”.

Como podemos trabalhar a mídia na escola? A televisão sendo um aparelho mais comum e acessível a todos e por ter um caráter realista e ao mesmo tempo atraente à percepção infantil e dos adolescentes. Isso  nos dá uma dica em que a escola pode aproveitar propagandas de estéticas e de consumo, programas,  documentários, filmes, cenas de jogos, músicas e danças para que seja mais compreendido para observar e analisar as mensagens implícitas e interpretá-las junto com os alunos para estar elencando o que é real e o que é imaginário e possivelmente suas conseqüências.

AS músicas e os gestos também são bons objetivos de estudo, sem preconceito, mas sim como  objeto de análise. É preciso proporcionar momentos em que o aluno compreenda as diferenças informações oportuno que estão diante dos seus olhos e que possa observar os diferentes sentidos de maneira crítica. As mídias assim como os livros são ótimos instrumentos para a busca de informação de maneira autônoma, mas para isso esse recurso precisa ser bem compreendido e utilizado.

 Escola e família precisam estar atentas sobre o que está sendo “modelo” para a formação dessa criança. É preciso abordar esses temas tanto em casa como na escola para mostrar que existem benefícios e também “perigo”. Por tanto existe formas de evitá-los e é preciso, antes de tudo, conhecê-los.  O que se percebe na era de tanta informação que está sendo mal trabalhados no âmbito escolar para a prevenção de riscos de aparelhos eletrônicos, tanto para a escola, professores e alunos.

http://www.youtube.com/watch?v=R-qhLz4EXWU&feature=fvsr

 

 

Vídeo aula XXIII: Uso de substâncias psicoativas.

 

http://www.youtube.com/watch?v=BUX8nLo4Xhs&feature=related

 

Em nossas práxis pedagógicas, articulamos princípios e conceitos que visam atender as necessidades individuais dos conhecimentos do aluno, utilizando atividade que proponha a invenção, a renovação e a reflexão para que se torne protagonista do processo cognitivo e da suas próprias atitudes diante das substâncias psicoativas.

É preciso que as necessidades de mudar a realidade social venham como um processo de proporcionar movimentos de mudanças construindo sonhos melhores de vida.

Acredito levar esse assunto para a sala de aula é uma ótima oportunidade como: resultados de pesquisas divulgadas pelo o Ministério da Saúde que revela o crescimento de consumo de drogas entre jovens. E levantar junto com os alunos e comunidades questões ao interesse e das necessidades que estão no entorno da escola. Algumas perguntas possíveis para tornar-se um projeto de pesquisa interessante: O que tem levados crianças e adolescente para consumir drogas cada vez mais cedo?; Qual é o aumento do consumo de drogas na sua cidade nos últimos cinco anos?;  A violência está relacionada ao consumo de drogas?; As propagandas e programas de TV contribuem para esse consumo?; Como poderíamos utilizar de recursos  como propagandas, blog, sits para alertar a comunidade sobre o mal que as drogas está causando em nossa sociedade?

Questões como essas pode ser um início de um projeto com tema transversal e interdisciplinar. Para tornar esse projeto significativo a escola pode realizar fórum com presença da comunidade , alunos e professores convidando profissionais ( da saúde, professor especialista, psicólogo, membros do conselho tutelar…) para atender as necessidades da comunidade conscientizando toda a comunidade escolar e comunidade próximo da escola sobre os problemas sociais provocados pelo consumo indevido das substâncias.

Oferecer aos alunos e comunidade novas perspectivas de vida motivando uma perspectiva crítica como um diagnóstico para dirigir as possíveis ações para o bem estar de todos e também exigir o cumprimento de suas tarefas como aluno e como filho. Tudo isso acompanhado de discussão franca e aberta sobre o uso e abuso de drogas tanto das escolas, em casa e outras instituições ( igreja…)

Por tanto, cabe a nós educadores (escola e família) o papel de repreender e apresentar alternativas para as crianças e adolescentes que foram  nós confiados .

 

 

 

Vídeo aula XX: Bullying.

http://www.youtube.com/watch?v=aIjRTYa7UK0

Hoje o bullying  deixa de ser exercido apenas dentro da escola e tornou-se ainda mais perverso com o uso dos recursos tecnológicos. Antes as brincadeiras como trotes incomodavam muitas pessoas com pegadinhas, piadas ou xingamentos. Isso passou e com o avanço tecnológico apareceu os identificadores de chamadas reduzindo essa prática.

Porém as brincadeiras foram crescendo e caminhando para o mundo virtual sem pensar no uso desse recurso de maneira ética e responsável, virando assim, brincadeiras malévolas de crimes cybernéticos.

Bem sabe que comportamento como piadas, apelidos maldosos ou brincadeiras de mau gosto na sala de aula, logo vira assunto nas salas de bate papo,  email, orkut…que muitas vezes começa no ambiente escolar. Os agressores não têm de início noção da gravidade dos seus atos, pois, sua intenção é “ZOAR” ou pregar um “TROTE”. Mas existe aquele que haja com intenção de maldade não se importando com o sofrimento do outro.

A prática da cyberbullying ultrapassa os muros da escola, com a certeza da impunidade, usando nomes falsos ou em outros casos assumem sua própria identidade.

Peço a licença de relatar um caso de bullying ocorrido com uma garota. Devido um desentendimento do grupo, uma garota foi afastada do mesmo  e começou a sofre bullying na escola apresentando comportamento de isolamento, não desejava  ir à escola, o rendimento escolar não era mais o mesmo, descontrole emocional  era freqüente e também queria dinheiro para dar ao grupo o qual desejava fazer parte. O grupo não satisfeito, começou atacar na sala de bate papo –MSN, a vítima não conseguindo se defender e cansada de pedir ajuda escola começou a isolar-se de todos da sala de aula e pedir desculpas (mesmo sem motivo)para grupo no MSN e levar dinheiro para dar para os agressores.

A família percebendo a atitude da vítima buscou de primeiro momento ajuda da escola, mas a mesma se negou que havia ocorrido qualquer situação que justificasse o comportamento da menina. Não satisfeita com o posicionamento da escola a família procurou um tratamento psicológico (a criança estava com baixa auto-estima e com dúvida em relação a si mesma – se humilhando e querendo agradar para ser aceita no grupo) e tomou a liberdade de copiar a conversa na sala de bate papo e levou para a coordenadora da escola. A partir desse documento a escola chamou o grupo, depois a líder do grupo perante a vítima e apresentou a “conversa” do MSN. Com isso, a escola começou a repensar sobre esse assunto, proporcionou palestra para alunos e pais. Neste caso a denuncia da família foi de grande importância, servindo de alerta para a escola como prevenção.

Hoje cabe a escola orientar seus alunos a usar com responsabilidade e ética os recursos tecnológicos, informando-os para não fornecer informações pessoas mesmo para “amigos virtuais” e desenvolver programas de combate ao bullying e cyberbullying que envolva toda a comunidade escolar, em parceria com outros profissionais e membro da sociedade.

Concluo que a prevenção começa pelo conhecimento, por isso, é indispensável conscientizar os alunos sobre esse crime não contribuindo para a impunição dos agressores prevista em lei.

 

 

Vídeo aula XIX: Violência nas escolas.

O impacto de maus-tratos na família e na escola irá desencadear repercussões físicas e emocionais para a vítima e também para o agressor, levando a reação de indignação e muitas vezes de negação por parte das vítimas.

Os diferentes comportamentos de agressão seja ele físico, verbal, moral e até acompanhado de morte são reações de conseqüências de abusos de adultos diante da criança; futuramente  essa criança apresentará um comportamento quando  adulto  de revolta e fazendo  o mesmo com outras vítimas, reproduzindo o que foi vivenciado quando criança. Na maioria das vezes pensamos em violência somente o ato de espancamento ou xingamento, mas sabe-se que o abuso de autoridade por parte uma pessoas superior a maturidade da vítima como ameaças, engano ou sedução para a mudança de comportamento ou postura, isso considerado um ato violento e também  quando apresenta  omissão aos cuidados ( físico,emocional e educacional) que é obrigação da família e da escola.

Histórias de violência nas escolas merecem uma atenção multiprofissionais urgente, havendo uma investigação na prevenção e uma pesquisa sobre o que os alunos conceituam sobre o que é violência. Quanto mais precoce for à intervenção da escola em parceria com diferentes profissionais para auxiliar a comunidade, maior será o benefício para o desenvolvimento na busca da Paz e do equilíbrio da criança e futuramente com um adulto mais calmo e ponderado.

A instituição escolar necessita proporcionar programas de ensino envolvendo toda a comunidade mostrando os diferentes tipos de violências, suas conseqüências principalmente com relação ao aspecto afetivo/emocional. De primeiro momento a escola precisa se posicionar como ouvinte para escutar as reclamações desde as mais simples para que os alunos não tenha  que  resolver os problemas de maneira impensável no momento de fúria. Quando a escola escuta as exclamações do aluno, a mesma demonstra preocupação e respeito com o ser humano que está diante dos seus olhos, e que nesse momento o seu papel é de ajudar a resolver da melhor maneira suas angústias. Isso revela para o aluno e comunidade confiança. Essa é a esperança de reestruturação e reintegração do grupo em pró da paz e da harmonia entre os pares.

 http://www.youtube.com/watch?v=aUpR_oHPyVs

Vídeo aula XVI : Sexualidade e prevenção de risco.

Sabe-se que ficar reproduzindo falas e palestras apoiadas em livros com textos longe da realidade do aluno, isso não levará a idéia de oferecer ao grupo esclarecimento da adolescência para a fase adulta. Educar sexualmente é enfrentar os problemas que a família e a sociedade vêm encarando. Cabe a escola desenvolver ações, reflexões e movimento educativos  para que o trabalho possa ser mais eficaz e transformador. Se a escola apostar em temas reais, apoiado nos problemas que a comunidade vem enfrentando, através de projetos impulsionados para o senso crítico e estimulando por diferentes disciplinas, assim a mesma estará contribuindo para a formação da cidadania.

Uma professora que apareça grávida na escola já é motivo de curiosidade e isso pode ser um inicio do dialogo. Muitas escolas preocupadas com esse assunto começa a trabalhar os Aparelhos reprodutores nas aulas de ciências e isso é importante? Claro que sim, mas não podemos parar por ai, isso não irá suprir as necessidades e curiosidade da criança. É preciso focar dimensões reais, cultural, afetivo e social contido no meio em que o aluno se encontra.

Abordar temas sexuais é promover o esclarecimento aos alunos e comunidade sobre a saúde do corpo e dos sentimentos ao adolescente e ao futuro adulto. Ampliando assim um trabalho preventivo sobre as doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, aborto… A escola não pode está fora desse trabalho, pois, os interesses sexuais, a convivência social e os namoros começam muitas das vezes na escola, devido o tempo que eles se encontram nesse local. Negar essa formação é aceitar que o problema não compete à escola.

 

 

Vídeo aula XV: Sexualidade na escola.

É comum encontrar professor que não gosta de falar sobre sexualidade na sala de aula, talvez por vergonha, tabus, esteja pouco preparado ou convencido que a sociedade em si se encarrega de orientar os alunos.

Sabe-se que essa postura não é a esperada, pois, se o professor não proporcionar um ambiente em que esse assunto venha a tona como algo natural e sério, a sexualidade continuará sendo um problema a ser resolvido futuramente  e transportado para a família e sociedade.

Se a escola tem a missão de formar e educar o aluno para o bem estar é preciso que o professor se livre dos preconceitos, das crenças radicais e se volte para a intervenção afetiva decidindo “influenciar” na maneira de pensar dos alunos e alertá-los sobre o assunto, na qual pretenda esclarecer o aluno evitando a ignorância. Por tanto, cabe a instituição escolar abordar a sexualidade partindo das dúvidas dos meninos e das meninas que por sinal são questionamentos diferentes e  que muitas vezes são poucos evoluídos  e com “modelos” errôneos.

Tomo a liberdade de relatar um projeto que foi desenvolvido na escola onde atuo – as professoras dos 5º anos fizeram a “caixa de dúvidas”, nessa caixa as crianças colocaram suas dúvidas e questionamentos sobre a sexualidade. Após esse momento, as caixas foram recolhidas e separadas as questões de meninas e meninos. Depois de algumas semanas as professoras se dividiram entre o grupo de meninas e outro de meninos. Foi um momento muito rico, pois, o assunto foi tratado como uma roda de conversa esclarecendo as dúvidas, sem vergonha, num clima descontraído por que os questionamentos eram do interesse e comum para aquele grupo. Quando a equipe pensou em separar as crianças por gêneros o objetivo era para se aprofundar e direcionar as dúvidas mais pontuais voltada para o grupo.

A escola não pode tratar esse assunto como algo frio e ou biológico, é preciso que falar de sentimento/ emoções, vínculos afetivos, cuidados do corpo, a sensibilidade, a ternura, a tensão entre o casal, a valorização de si mesmo, o respeito da postura de cada gênero, assim estará contribuindo para aprendizagem de um adulto mais consciente e equilibrado diante de suas emoções.

Vídeo aula XII: Retardo Mental – Autismo.

“ Crianças são como borboletas ao vento…

Algumas voam rápido…

Algumas voam pausadamente…

Mas todas voam do seu melhor jeito…

Cada uma é diferente,

Cada uma é linda,

“Cada uma é especial.”  ( Autor Desconhecido)

A estrutura de ensino está montada para receber um aluno ideal, com supostos padrões de desenvolvimento emocional e cognitivo.

Lidar com a diversidade cultural e social é um dos grandes desafios que a escola tem de enfrentar. Então  como oferecer uma educação de qualidade e ao mesmo tempo, conciliar diferença e preservar identidade? Sabe-se que a igualdade “ abstrata” não irá proporcionar e garantir a relação justa na escola.Isso não quer disser que incluir é apenas aceitar a criança na escola, a diversidade faz parte do mundo em que vivemos e está presente no nosso cotidiano. Promover a inclusão é dever da escola, isso é expresso em lei, é também uma atitude com repercussões pedagógicas e sociais.

A inclusão hoje é assunto muito discutido e é uma questão ampla  e complexa que não é somente desafio no âmbito escolar e sim no meio social.  A inclusão é vista como uma saída ética para os problemas sociais, político e morais na igualdade de oportunidade. A escola sendo um espaço de formação precisa proporcionar a inclusão para que não continue assumindo posturas  de gerações  que não acreditavam  na diversidade como uma educação democrática com práticas excludentes como vemos até os dias de hoje em algumas instituições.

Para acolher esses alunos é preciso despir-se dos pré-conceitos que rondam a escola, os discursos teóricos e populares para desejar a inclusão. E isso exige boa dose de coragem e ousadia para assumir e levar em frente a diversidade.

Vídeo aula XI: Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade (TDAH).

Hoje o cenário que temos na escola são educadores inquietos, confusos e embaraçosos diante de alunos com TDAH.Dificilmente conseguem proporcionar ao aluno um ensino melhor que está oferecendo. Temos clareza que a escola precisa pensar, falar, manifestar suas angústias para que possa ser auxiliada e também auxiliar a criança e seus familiares.

Fala-se muito sobre a diversidade, a importância de valorizar os diferentes saberes e as diversas oportunidades para que essa criança desenvolva. Agora o que precisa é  investir, construir estratégias didáticas para promover a aprendizagem dos diferentes saberes que temos em sala de aula.

Pensar nesses alunos como um “estudo de caso” é ultrapassar a necessidade de pensar somente ao planejar as aulas e intervenções durante as seqüências didáticas. O educador  precisa aprender a lidar com essas crianças, a manejá-las aproveitando e potencializando suas diversidades para se sinta membros integrantes da sala de aula.

Essa preocupação acompanha educadores diariamente. Tomo a liberdade de relatar o que realizamos na escola em que trabalho: investimos nas rodas de conversas, e as assembléias que iniciamos nesse mês de novembro.

Sabemos que a diferença existe isso é visível e os próprios colegas percebem, mas precisamos não deixar essa diferença ser condição de desigualdade. Nesse momento cabe a escola falar sobre a diversidade dentro de um juízo de valor- nem favorecer e nem discriminar o aluno que apresenta comportamento diferente. O ponto “X” dessa questão está na escola aprender a apreciar a diversidade, a conviver sem fortalecer a prática da desigualdade.

O caminho é falar sobre diferença e trazer para a sala de aula, conversar sobre ações que não  é familiar para uma reflexão e sugestão de como podemos resolver ou ajudar o colega. A escola precisa incorporar ao seu projeto pedagógico, atitudes que ajude a incluir esse aluno, se quiser realmente construir uma escola inclusiva.

Vídeo aula VIII: Distúrbios alimentares ( anorexia , bulimia e obesidade).

Os transtornos alimentares são síndromes comportamentais , onde nesses últimos anos muitos estudos foram sendo ampliado, pois, leva o comprometimento físico, psicológicos, familiar, social e a elevada taxa de mortalidade.

Através do vídeo percebemos que a anorexia nervosa e a bulimia nervosa é um dos principais transtorno alimentar. Segundo Táki
Athanássios diz que apesar de se classificar a anorexia e a bulimia separadamente, ambas estão intimamente ligada,no aspecto da preocupação excessiva com o peso e a forma corporal. Levando a pessoa assumir uma dieta restrita com métodos inapropriada para alcançar o peso e a forma idealizada.

Muitas vezes , o desejo de ser magro nasce no ambiente escolar e ali começa o “ comércio” paralelo de formas mágicas de emagrecer. Esse hábito de fazer dieta ou tomar algum medicamento é comum em crianças e adolescentes que não se encontram no
“padrão” da imagem que a sociedade exige.

As crianças mais gordinhas sofrem com apelidos e chingamentos (bullying), costuma assumir dietas mais comprometedoras. Será
nesse momento que o professor observador entra  em ação ,alertando e orientando alunos e família para buscar ajuda. Projetos , assembléias, palestras, fórum são boas estratégias para atingir aluno e comunidade nessa temática, mesmo o aluno se negando ser ajudado.

O olhar do educador diretamente ligado a observação do comportamento do aluno, o vínculo afetivo e a preocupação em ajudá-lo fará grande diferença para auxiliá-lo.

Vídeo aula VII : Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares.

Quando se discute a questão de crescimento e hábitos alimentares observamos uma ênfase na participação familiar como principal
responsável por essa área.

O acompanhamento desse desenvolvimento fica difícil para que a escola assuma sozinha , mas não é tarefa impossível se a mesma propor um projeto que envolva esse tema para um estudo mais amplo.

Se a escola oferece a merenda escolar e os lanches da cantina, esse  pode ser um ponto de partida para  que os alunos e professores analisarem os alimentos .  A aula de educação física seria uma boa oportunidade para lançar uma pesquisa sobre crescimento, pirâmide alimentar , peso da massa , contando com a parcerias das demais disciplinas.

A criança precisa saber como ocorre esse desenvolvimento como ser humano para estabeleça uma relação entre o conhecimento científico sobre o crescimento físico do ser humano e sua conseqüência psíquica. Exigindo uma participação mais ativa no seu próprio desenvolvimento como também auxiliando outras pessoas da comunidade.

A família também deve acompanhar esse trabalho escolar participando de fórum, pesquisas, conversas sobre a rotina dos filhos,
auxiliando em casa nos hábitos alimentares.

Vídeo aula IV : Saúde do professor.

Precisamos cuidar dos nossos professores!

Educar hoje não é tarefa fácil, estamos numa reforma educacional, existe novos conceitos, novos paradigmas, novas práticas a
repensar, enfim avanços a serem realizados. Sem falar muitas vezes com  o desinteresse do aluno e o não compromisso da família e a indisciplina. Essas são questões que faz com que o educador adoeça.

É relevante pensar na jornada de trabalho e pressionado diante do desafio de educar que não é nada fácil para aquele que tem
compromisso e ama o que faz.

O educador está vivendo um momento de desânimo- muitas faltas, licenças médicas ,enfim adoentado. Além dessas pressões o professor também tem que administrar uma pesada carga horária imposta pela necessidades de sobrevivência, são horas e mais horas em sala ou em casa elaborando os conteúdos a serem abordados. O que fazer diante dessa situação? Como controlar
a saúde desse profissional?

Assim como o corpo não aquenta e com o emocional a “flor da pele  “ tudo isso leva a desarmonia e a desorganização física, mental, emocional e também social.Vejo que o educador é o que mais sofre com tantas exigências,pois, ele recebe uma gama de
responsabilidades no processo de aprendizagem na vida de muitas pessoas( escola, aluno, professor,  família, sociedade).Sem contar que é visto como exemplo a ser seguido para seus alunos.

Quem de nós não se recorda dos professores que passaram em nossa vida? Quantos de nós escolhemos nossa profissão, estimulados por esses heróis?

Educadores que deixaram marcas positivas com certeza estavam atentos a importância entre o equilíbrio interno e externo da sociedade, entre aquilo que sentem e aquilo que devem fazer. Vejo que aqui está o segredo de equilibrar as emoções ,  ações sem se
esquecer que o educador são seres humanos que precisam de tempo para o lazer, para o descanso- aqui  está o segredo do sucesso desse profissional.

Ter um planejamento e boas estratégias são fundamentais, mais estar psicologicamente preparado para a arte de ensinar e essencial!

É preciso saber conhecer bem a hora de parar, de tirar um tempo para caminhar, descansar a mente,e saber dizer não para aquilo que tentam  lhe delegar. Saber conhecer seus limites e seu potencial fará com que não seja vítima de tantas doenças.

Gostaria de indicar o Filme “UM ADORÁVEL PROFESSOR”…

http://www.youtube.com/watch?v=UQNKFe4tV8M&feature=fvst

Fases de uma Professora

Vídeo aula III : Saúde na escola.

Cuidados, saúde e o bem estar são palavras que nos faz pensar em cuidados médicos ou outro profissionais voltados para essa área. Isso também é preciso, mas é  necessário pensar num espaço na instituição escolar que se preocupe especialmente com a
saúde mental,física e afetiva do aluno.Que proporcione conforto, segurança, confiança e um desenvolvimento pleno do ser humano desde pequeno.

Saúde não é o oposto de doença , na verdade é um estado de equilíbrio entre o organismo e o meio em que o sujeito se encontra, em seu aspecto físico e psíquico.

O bem estar dos alunos depende da qualidade da educação que é oferecida na escola. Se a escola tem essa preocupação com a criança em diferentes aspectos com certeza  a mesma serão mais felizes e aprenderão melhor. Pensar nas “doenças” atuais que estão sufocando nossos alunos é uma maneira da escola prevenir ou sanar esses conflitos.

Aproveito esse espaço para compartilhar as aulas de filosofia a qual acontece na escola em que atuo. É um projeto do IPEC em parceria com a SME que tem como finalidade trabalhar os valores, virtudes, aspectos que afetam o emocional do aluno como : medo, angústias, liberdade, autonomia, perdas, consumo, violência, raiva, agressividades entre outros. As aulas têm uma estratégia de levar o aluno a refletir sobre uma atitude ou questionamento e  partindo disso o mediador tem a função de levar a refletir sobre sua resposta sempre questionando. A filosofia desse projeto é levar o aluno a pensar e refletir sobre suas ações e suas conseqüências , visando a postura de cidadania. Isso é uma maneira de trabalho a prevenção  evitando que as doenças afetem aquela comunidade.

Pra se contar uma história… Batista Filho

Pra se contar uma história
há-de se vestir de história.
Pra se vestir de história
há-de se despir da própria pele
se tatuar de gestos largos e comedidos
se impregnar de sons e cheiros
ter no olhar o brilho das estrelas
e o escuro do poço mais fundo
– sem perder as nuances, todas elas
que habitam entre o clarão e o escuro!

Pra se contar uma história
há-de se mergulhar nela
sem medo de morrer afogado
há-de se levá-la às alturas
sem medo de despencar do alto.

Pra se contar uma história
há-de se inventar palavras
há-de se despertar choro
há-de se acender risos
sem se dar por isso.

Pra se contar uma história
há-de se cantar cada palavra
com gosto de palavra nova
e cada palavra nova
o som dos sinos trazer consigo
a ecoar desde o sempre até ao infinito
fundindo silêncio e grito
de toda memória…

Pra se contar uma história
há-de se despir da própria pele
se tatuar de gestos largos e comedidos
se impregnar de sons e cheiros
ter no olhar o brilho das estrelas
e o escuro do poço mais fundo
– sem perder as nuances, todas elas
que habitam entre o clarão e o escuro!

Para fazer parte da ” História de uma escola”  é preciso se despir da visão da escola a qual participamos quando éramos alunos. Hoje como estamos numa posição de aprendente temos a missão de buscar o bem-estar para todos, proporcionando um espaço para ajudar o educando a resolver os conflitos que afetam seu desenvolvimento integral .

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