Profissão Docente.

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Vídeo aula 26: Professor autor.

 A formação do professor autor passa a ser indispensável pelo seu próprio questionamento crítico para compreender o como acontece o saber  ser, o saber fazer e o saber aprender.

Como diz o professor Gabriel Peress “ a experiência da leitura pode levar o professor a questionar, ampliar, revolucionar, aperfeiçoar sua visão de mundo. E levá-lo a criar um sistema pessoal de convicções.”  Esse professor busca uma escola do conhecimento e deseja abandonar um ensino meramente transmitido tradicionalmente de geração à geração, fomentando o acesso à informação e a aprendizagem  protagonista como um pesquisador e autor do seu  próprio saber e sabendo como usar seu conhecimento. Na postura  de desconstruir o modelo tradicional e detentor do saber na busca de melhorar a escola traçando grandes metas, mas com pequenos passos, ou seja, passos bem pensados ,pois, o aluno não pode ser visto como cobaia.

Infelizmente o que temos hoje como formação de professores ainda é deficiente, pois, as universidades ainda estão agregadas com a burocracia, e é nesse ponto que entra o professor autor protagonista do seu conhecimento para estabelecer uma práxis pautada na ética da responsabilidade, do compromisso e na relação do diálogo com seus pares que também não estão satisfeitos com esse modelo de escola a qual temos atualmente.

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Vídeo aula 25: Professor pensador.

 O professor pensador é aquele educador inquieto, investigador, que investe na sua formação na busca de boas práticas para conduzir seu percurso de mediador de maneira mais exitosa que possa auxiliar o aluno a ser um cidadão crítico, criativo e mais feliz.

Em suma o professor pensador é aquele que faz a leitura do mundo e de sua prática uma constante reflexão sobre seus saberes anteriores criando uma ponte entre as novas ideias e concepções se afastando do “achismo” . Com essa concepção o diálogo entre prática e teoria é contínuo para se chegar a uma decisão coerente e mais adequada na busca do bem comum.

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Vídeo aula 22: O professor leitor.

O titulo “o professor leitor” nos leva a pensar em dois sentidos, ou seja, duas características importantes que um educador precisa colocar em prática. O primeiro com relação ao professor leitor  como modelo de leitor  através de materiais impressos e o segundo  é o leitor de mundo que acompanha o movimento de um mundo globalizado.

O professor leitor é aquele que busca a transformação dos seus alunos em futuros leitores, quando demonstra o gosto pela leitura de livros, de imagens, revistas, jornais…  Hoje apesar do incentivo a leitura há uma problemática no ensino da leitura, onde a maioria dos alunos não são incentivados pelos pais, não escutam diversos tipos de leitura e ou não presenciam modelos de leitores em casa. A criança leitora precisa desde pequenina ser aguçada para que desperte o gosto pela leitura e mergulhe no mundo encantado dos livros. Ficando  essa prática  à responsabilidade somente  da escola e do professor.

Sabendo da importância de desenvolver essa competência , assim como ensinar a criança a buscar informações através da leitura para adquirir mais conhecimento com maiores fontes de saberes, com a liberdade de compartilhar as escolhas da leitura (prazer, estudo, informar, instruir…) faz desse aluno um leitor letrado.

O professor leitor de mundo é aquele que busca desenvolver o leitor que está  atento a leitura de  mundo, buscando informações conforme suas necessidades. Por isso, o professor precisa ser um pesquisador, um estudioso que cuida da sua formação que acompanha  as transformações do mundo para que através da sua leitura de mundo possa trazer reflexões sobre como a sociedade se manifesta e o que ela espera de um cidadão e também o que ela espera da escola .

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Vídeo aula 21: A complexidade da constituição docente.

Nos dias atuais, muitos docentes se sentem cada vez mais pressionados diante do desafio de ser um educador. Muitos se enlouquecem com tanta demanda na busca desenfreada de estratégias e metodologias para chamar a atenção do aluno para aprender. Horas administrando aula, planejando e ou corrigindo provas sem contar com o desgaste emocional e sobre tudo muitas vezes sozinhos. Não há corpo e mente que aguente, o corpo grita por socorro. Ao participar da dinâmica entre escola/aluno/ família/ comunidade escolar, não há realmente tempo para si e sua família e ainda não é reconhecido de maneira clara pela sociedade.

O primeiro passo para fugir desde desgaste é procurar nunca estar sozinho como diz o professor José Pacheco e não ser o detentor do saber como o único responsável pela “ensinagem” é preciso sair do modelo tradicional. É necessário que o educador divida sua responsabilidade com os colegas, assumindo uma tutoria de grupos de estudos compartilhando o estudo e a pesquisa com os interessados que são os alunos ,onde busquem juntos ferramentas e soluções para a ampliação do conhecimento e a convivência mais amigável e sendo protagonistas do saber.

O professor  precisa ser inquieto na busca do saber ,faz  parceria com os alunos e comunidade é essencial para que juntos busquem a autonomia , a liberdade, a solidariedade e a divisão da responsabilidade não tomando para si todas as decisões.

Nesta nova proposta é preciso que o professor seja, parceiro da família e compartilhe suas angustia, desejo e necessidade para que se atinja o aluno de maneira que aprenda e usufrua do seu saber no mundo.

O professor não sendo detentor do saber não deve ser visto como o único culpado pelo fracasso da educação, é preciso que seja visto e se veja como um mediador ou um “pai/mediador” que cumpre sua missão de educar e se afaste aos poucos para que os atores/ protagonistas assumam o direcionamento do seu conhecimento que se fará em rede. O verdadeiro educador é aquele que deixa o aluno a caminhar “sozinho”.

A escola precisa começar a exercitar o poder horizontal para exercer a autonomia dividindo as angustias e desejos, por isso a necessidade de o professor nunca estar sozinho e ou ser controlado pelo mecanismo da burocracia.

A missão do educador é garantir que no espaço escolar consiga promover uma mudança cultural onde respeite a diversidade, os direitos humanos e a inserção ao mercado do trabalho.

Quando o professor conhece suas limitações e sua potencialidade, e se vê como um mediador deixa marca positiva em seus alunos, pois, acredita e compartilha o conhecimento e possui um equilíbrio interno e externo de devastar novos horizontes sabendo o que precisa fazer para que seus alunos se torne uma pessoa feliz e equilibrada. Esse é o segredo do sucesso de ser EDUCADOR.

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Vídeo aula 18: A escola e as instituições culturais.


A escola precisa promover visita para os alunos em instituições culturais e não a passeios de diversão.   Sendo a escola um espaço para promover a ampliação do conhecimento necessita proporcionar e oferecer conhecimento com o objetivo de levar o aluno a fazer leitura de imagem, visitar de exposição, analisar e observar  trabalhos artísticos em diferentes períodos, mesmo que não seja pessoalmente.

Proporcionar o conhecimento e o estudo das artes mesmo que a distância ( livros e internet), ajuda a diminuir a fragilidade da não oportunidade do aluno ao acesso as instituições culturais.

É de suma importância levar os alunos as exposições de obra de artes, assim como as exposições científicas, geográficas, da literatura, pois, assim a escola estará oferecendo um diálogo com o conhecimento produzido pela humanidade em diferentes épocas. Esse diálogo não precisa estar ligado  somente com as grandes obras de artes de artistas consagrados, como também com os artistas da própria cidade, o museu, o cinema, a casa de cultura, as igrejas locais que muitas vezes estão ocultas nos olhares dos alunos mesmo fazendo parte da sua paisagem são excelentes locais para estudo.

Quando o aluno é deslocado para ir observar uma exposição , seu conhecimento se inicia desde os primeiros passos que sai da escola como o espaço geográfico, arquiteturas predominantes, as ruas ou vias, as vegetações, enfim o olhar e a postura do explorador são diferentes com relação ao ambiente de sala de aula.

Fazer visitas a instituições culturais é realizar um estudo que vai além dos muros da escola e dos conteúdos dos livros didáticos, repertoriar e ampliar o conhecimento cultural,e  isso também é função da escola.

Estudar não é só ler os livros que nas escolas, é também explorar o ambiente, conhecer e escutar novos conhecimentos que auxilie na formação do aluno baseado no exercício da cidadania  apoiado num estudo em parceria com as instituições culturais que existe na sua própria cidade.

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Vídeo aula 17: Professor e a cidade educadora.

Sendo o professor o mediador do conhecimento em que o aluno precisa ampliar, o mesmo precisa se colocar ao lado do educando como um pesquisador atendo as novas oportunidades de explorar o que estão no seu entorno.

A própria cidade é carregada de histórias como:museu, casa da cultura, sua história de emancipação, pessoas que fizeram parte da construção da cidade, pontos turísticos…, sua arquitetura  pode ser um bom estudo do próprio meio que será uma ponte para a compreensão do cotidiano. Fazer um comparativo e estudo de imagem da cidade em anos anteriores com as atuais passa a ser visto pelos alunos como um conteúdo significativo e compreendem que nem sempre a paisagem foi como ele conhece.

Com essa postura o educador  valoriza o espaço da cidade como um estudo em que o aluno se encontra inserido, valorizando a cultura local.  O aluno se sentirá um indivíduo integrante da construção da sua própria história inserido na história da sua cidade.

A cidade dispõe de inúmeros conteúdos que possibilita a “cidade educadora”.  O cotidiano constitui um espaço cultural de aprendizagem permanente, por isso, a própria cidade é considerada educadora em todos ao aspectos ( cultural, social, econômico, político) que tem por  objetivo  ampliar o conhecimento e também a formação para a cidadania.

Ser uma cidade educadora é não virar as costas para a história da cidade e  permitir espaço  para o protagonismo de pesquisador  valorizando  e apoiando nesse processo, assumido ao novo espaço( das ruas, praças, árvores, pássaros , cinemas, museu, os bens e serviços da cidade) como um “espaço” de estudo. A cidade passa a ser educadora quando se preocupa em divulgar sua  “própria cidade” , apoiado com um olhar apurado do educador em realizar bons projetos para desenvolver e despertar nos alunos “ talentos” como pesquisadores e futuros historiadores com base  em documentos antigos juntamente com materiais vivos e reais .

Tudo isso é possível se houver um diálogo entre a escola e a cidade à qual o aluno pertence, passando a interagir e integrar a própria cidade com seus interesse e necessidade de explorar e de construir uma história diferente.

Nessa visão a escola assume um novo desafio de repensar seu currículo com conteúdos transdisciplinar e interdisciplinar na relação social e humano  em que a sua clientela enfrenta e determinando  sua qualidade de vida. Tudo isso, contribuirá para que a escola viabilize a cidadania através da socialização das informações históricas e reais da própria cidade.

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Vídeo aula 14:Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente.

“Podemos dizer que cada homem aprende a ser um homem. O que a natureza lhe dá quando nasce não lhe basta para viver em sociedade. É-lhe preciso ainda entrar em relação com os fenômenos do mundo circundante, através de outros homens, isto é, num processo de comunicação com eles.” Leontiev

O processo o ensino/ aprendizagem pode ser construido através de vários caminhos em que possa enriquecer o ambiente escolar no relacionamento entre professor x aluno, conhecimento o saber do mundo em que envolve o prazer de aprender coletivamente com foco no cumprimento da função social da escola .

Pode-se afirmar que um bom ensino é aquele que garante uma aprendizagem significativa em que o aluno possa usufruir desse saber para transformar ou enriquecer sua vida sociocultural, no entanto o bom professor é aquele que consegue garantir de fato um ensino de qualidade .

Para que o professor seja um educador é preciso pensar em diferentes condições que o faça ser diferente dos professores tradicionais/ arcáicos. O primeiro ponto é se ver como um verdadeiro pesquisador , que cuide continuamente da sua formação, que tenha um espaço e tempo para estudo e reflexão,que conquiste a valorização social e sobretudo que acredite no ser humano e compreenda como este ser se desenvolve articulado o saber com o conhecimento do mundo.

Se a escola é considerada um espaço que tem por finalidade socializar os conteúdos historicamente  acumulado ao longo da sua história, por tanto cabe a mesma trazer para dentro dos murros escolar conteúdos em que o aluno compreenda todo esse movimento histórico. Assim a escola estará concretizando o “ensinar bem”.

Quando falo do “ensinar bem” esse não está diretamente ligado apenas aos conteúdos transmitido e não a metodologia mais adequada, é muito mais que isso, é  enfrentar o desafio de compreender que nem todos aprendem do mesmo modo / ritmo e também não desejam aprender o mesmo conteúdo naquele momento ( não vêem significado).

Alguns alunos parecem são saber e não aprender nada. Isso é fato ou realidade? Para explicar essa angustia que acompanha o professor de que ele ensina e o aluno não aprende, muitos justificam já de ante mão que esses alunos são: pobres, preguiçosos, filhos de analfabetos, pertencem à uma família desestruturada, desenteresse pela escola, portadores de alguma patologia, enfim, os excluídos. Alunos esses que aos poucos vão  duvidando de sua capacidade e não se vêem pertencentes ao espaço escolar. A solução mais rápida para tanto fracasso para o aluno é a evasão escolar e ao professor resta a frustração e a angustia de não dar conta de ensinar a todos.

Neste momento começa a “caça aos culpados”. É importante lembrar que o professor não ensinará a todos da mesma maneira, nem todos terão os mesmos conhecimentos, pois, o ser humano é único e o conhecimento se faz em rede, ou seja, que o conhecimento será construido conforme o interesse e o significado que o conteúo tem para ele.

O bom senso do professor é essencial no protagonismo ,por que se o aluno é visto antes de tudo como “gente”e é um ser social que carrega em si toda a sua participação no mundo real . Cabe aqui salientar mais uma vez que o conteúdo precisa estar vinculado ao interesse do aluno, que transforme esse educando em pesquisador para que tenha a liberdade,a autonomia, a criatividade de buscar seus estudos através de projetos diretamente ligado a vida real e ao professor compreender a necessidade do aluno e envolvendo os conteúdos acadêmicos dentro desse projeto transdisciplinar.


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Vídeo aula 13: A construção do fracasso escolar – os mecanismos do não aprender e os desafios do professor.

A educação do ser humano se inicia ao nascer, por tanto, cabe a família sendo o primeiro grupo social que o indivíduo pertence o qual inicia-se o processo de educar. Sendo a escola um espaço privilegiado de acolher os indivíduos como únicos dando a continuidade desse processo e a responsabilidade de ampliar e proporcionar a oportunidade para que o mesmo se torne responsável por si mesmo e pelo o outro que está ao seu entorno.

A escola é considerada um dos grupos sociais em que a missão segundo João Alfredo Carrara é de despertar o interesse dos alunos, as habilidades para que possa elevar a autoestima que auxilie nas decisões, nas reflexões cognitivas, além do aprendizado colaborativo e cooperativo nas questões que envolvem o exercício da cidadania.

Como afirma Margareth Silva, em seu artigo que a escola não pode ser um elemento estranho á sociedade ou um elemento separado, mas sim um espaço especializado para a educação das novas gerações.

Por esse motivo é preciso que a escola assuma que o educador é o único transformador para a construção da formação do educando e que é preciso a parceria com a família para que juntos favoreçam a transformação de um cidadão crítico. Ao longo da história da humanidade a sociedade vem passando por diferentes transformações seja social, econômica, política e nas relações humanas. Por tanto, sabe-se que tudo isso irá refletir na formação do indivíduo como um todo. Então cabe a escola o papel da formação desse indivíduo como um cidadão crítico para que contribua na construção de novos valores apoiados na solidariedade, diminuindo assim, a exclusão social das classes menos favorecidas.

Então como pensar numa educação integral na formação do indivíduo? É preciso que a escola assuma com seus educadores a responsabilidade de promover uma prática docente transformadora para que juntos construam saberes pautados nos conflitos sociais em que ajude o educando na promoção da igualdade. É importante que o aluno e o professor se tornem parceiros de pesquisa capazes de refletirem sobre sua própria ação e do outro diante da comunidade escolar e a comunidade que está no entorno da escola, tornando  agentes transformadores buscando  diminuir a exclusão social  e a dominação do poder das classes privilegiadas.

Para que o trabalho escolar seja transformador e se torne eficaz é necessário que a instituição assuma um projeto que busque a qualidade e a igualdade de oportunidade na construção do conhecimento e dos valores pautados na ética, na autonomia e na busca dos direitos humanos. Havendo assim, significado e sentido no que é proposto na escola, fazendo com que os conteúdos estudos tenham função social e não sendo meros “conteúdos escolarizados”.

Para formar aluno- cidadão crítico e reflexivo não é tarefa nada fácil, mas também não é utópico, é preciso que a escola rompa as barreiras internas do “aluno idealizado” com conteúdos homogeneizados assumindo como se todos aprendessem da mesma maneira e ao mesmo tempo, enfim como se todos fossem iguais. A escola nessa visão estará assumindo uma postura de exclusão e afirmando e contribuindo com a desigualdade sociocultural.

Quando deseja assegurar a homogeneidade para que os alunos sejam todos iguais isso faz com que a escola destrua ainda mais as diferenças que hoje sabe-se que são valiosas e importantes tanto na sala de aula com em sociedade. Assumir que os indivíduos são iguais perante a lei é assumir que os mesmos têm direitos de igualdade de oportunidade, isso não quer dizer que são iguais e sim que são únicos capazes de desconstruir a visão da exclusão  e do elitismo que existe atualmente na escola.

Com a visão de proporcionar a inclusão o educador deve assumir perante seus educando uma postura de pesquisador e construtor de conhecimentos críticos para que o aluno comece na escola a exercer sua cidadania para que se efetive na sociedade. Quando a escola pública propõe e oportuniza uma formação para aluno de maneira crítica e ativa visando a cidadania  estará priorizando um estudo voltado para uma  classe desfavorecida  buscando e acreditando em uma sociedade mais justa e humana  visando uma educação libertadora.

entre os indivíduos nas diferenças de ideias, opiniões não importante se são mais ou menos privilegiados de saberes . É isso que enriquece e clareia o conhecimento do indivíduo


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Vídeo aula 10: A relação entre o professor e  aluno.

O bom  relacionamento entre  aluno e  professor  favorece  o desenvolvimento intelectual do aluno bem como  seu comportamento e sua interação  e integração com o outro apoiado em valores .Esse relacionamento requer um diálogo em que o professor não poder ser  o detentor do saber, mas aquele que  compartilha informação e formação que são do interesse de ambos  não se limitando somente com relação ao conteúdo acadêmico, mas aquilo que possa  auxilia-lo  a ser um ser humano mais feliz.

GADOTTI , afirma que quando o professor coloca em prática o diálogo como metodologia valorizando  reconhecendo  que todos somos portadores de conhecimento  da vida. Nessa visão o ensino/aprendizagem se torna mais interessante e o aluno mais motivado, participativo quando percebe que a escola é um lugar de convivência com ações positivas que testemunhe através das suas atitudes a democracia ,respeito mútuo e valoriza o bom relacionamento .

Quando o professor compartilha seus planos e abre espaço para que o aluno fale sobre o que deseja aprender  e o que o incomoda traçando um projeto com a necessidades individual ou do grupo ,as atividades e pesquisas  são realizadas com satisfação e prazer,pois,ambos veem sentido e  significado em aprender.Ao fazer esse movimento o professor demonstra sua ética em se preocupar o que pode contribuir com o outro partilhante, ou seja, na convivência todo ser recebe e doa algo para transformar o outro.

Um bom relacionamento que nasce do diálogo “com o outro” em que o professor cultiva e desperta a curiosidade do aluno se colocando diante dos mesmos como um mediador ou um “parceiro do saber”, o mesmo demonstra que tem alma grande. Quando existe uma cumplicidade entre professor/aluno, o conhecimento acontece através da construção da cidadania, onde ambos trás para dentro da sala de aula o conhecimento humano  marcado pela vida social e cultural do grupo o qual pertence.

O professor ao ter um bom relacionamento com o aluno demonstra sua concepção sobre o ensino/aprendizagem, seus valores, sua interação com a sociedade e sua crença no ser humano como “gente”/ cidadão.

Todo professor deixa suas marcas positiva e negativa, logo é importante salientar que o clima estabelecido entre o professor/aluno mesmo numa relação de empatia, o professor sendo ético sabendo que a essência do bom relacionamento é a questão primordial para o sucesso escolhe as atitudes de: acolher bem, compreender o outro, respeitar, amar as pessoas, sobretudo por ser gente, humildade (virtude que faz florescer), não se intrometer em tudo, valorizar ao outro, ter boas palavras, evitar ciúmes, engrandecer a vida do outro e conviver com o diferente. O bom senso de ouvir, refletir, discutir num clima de compreensão para que possa fazer uma ponte necessária entre o conhecimento escolar com o conhecimento do mundo faz-se da interação e da integração de ambos essenciais para o futuro da humanidade.

Isso ajudará o aluno a buscar autonomia, liberdade, para se tornar um cidadão consciente dos seus deveres e sua responsabilidade em sociedade.E para o professor que acredita no ser humano e no futuro é deixar sua “marca” e partilhar seus sonhos.

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Vídeo aula 9: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas.

A prática do educador está diretamente ligada à concepção que o mesmo constrói ao longo da sua carreira com experiência escolar, acadêmica e profissional. Essa construção entre a teoria-prática que o professor faz é revelado em suas atividades pedagógicas.

Hoje os educadores convivem num sistema que evolui  muito pouco enquanto a informação, a sociedade, a política, cultura, as descobertas científicas e tecnológicas mantém um avanço acelerado . Por esse motivo não é mais possível ficar longe de um novo modelo, pois, enquanto o aluno estiver reproduzindo conhecimento levado pelo professor como um detentor do saber logo estará colhendo o insucesso e condenando o aluno ao fracasso escolar.

É necessário descentralizar o ensino tradicional, em que acredita na centralização no professor para que compreenda que o ensino deve ter o aluno como centro em que o qual seja estimulado a buscar constantemente o conhecimento pautado no saber do mundo que se encontra ao seu redor.

O que se espera de uma pedagogia ativa é de realizar uma prática que desenvolva em seus alunos atitudes de autonomia, para que se tornem protagonistas da sua própria aprendizagem e pesquisador dos seus estudos. Isso não se faz com tentativa de erro e acerto, mas com uma prática de uma reflexão/ação/reflexão estimulando e buscando novas ações e estratégias em que respeite o aluno sem discriminação. É preciso proporcionar  diferentes oportunidades para desfrutar do sucesso escolar não no futuro, mas que vivencie o sucesso diariamente na construção do seu saber.

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Vìdeo aula 6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula.

O professor sabendo que a cultura popular do Brasil tem diferentes características conforme suas descendências europeia, asiática, africana, indígena apresenta vasta diversidade cultural.

Temas como a diversidade cultural precisam ser abordados em sala de aula, porque os alunos merecem conhecer a diversidade cultural do País e conhecer suas origens para que compreendam a necessidade de não unificação de uma cultura de massa imposta pelos meios de comunicação , mas o respeito e a admiração do povo brasileiro.

Quando o professor leva para dentro da sala estudos sobre a cultura indígenas, europeia, africanas dialogando com a cultura do Brasil, o mesmo consegue enxergar as semelhanças, as  diferenças, o sentimento de valorização a  culturas do País, mencionando que não à uma cultura melhor ou mais desenvolvida que a outra.

Esclarecer e construir o conceito de cultura e investigar alguns elementos que diferencia de uma cultura para a outra são bons questionamentos para serem levados para sala de aula como pesquisa e curiosidade.

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Vídeo aula 5: O papel do professor na mediação cultural.

 

Com minha música
acalmo meu coração

Com a encenação diária

convivo mais facilmente

Com a pintura ilumino,

ou escureço,

minhas amarguras,

tristezas e até mesmo a alegria

Pela Arte descubro ,

demonstro

onde vivo,

quem sou e

posso ser…

Para Vigotski o conceito de mediação ocupa um lugar de destaque no desenvolvimento humano que ocorre por meio de um  processo em que o mundo passa a ter significado pela criança que irá se tornando um ser cultural a partir das interação com o outro e seu meio.

A criança não tem uma relação direta com o mundo ,por isso, é necessário a mediação o professor com a história da cultura. Esse movimento se faz com a participação significativa de estudos sobre a cultura viva e real ou de forma explícitas através de documentos como livros, filmes, músicas…

O papel do ambiente escolar nessa mediação é fundamento para que se humanize, ou seja, que o aluno se aproprie da cultura do universo da arte e isso só é possível na escola ,principalmente para os alunos que não possuem esse contado com o mundo da cultura e da arte .

Pensando nas crianças que não tem acesso a cultura é imprescindível que a escola pública através dos educadores e gestores assuma a responsabilidade no sentido de proporcionar diferentes oportunidades para que o aluno se aproprie do imenso conhecimento produzido ao longo da história da cultura. Apropriar-se da cultura não é apenas falar sobre a história da cultura é preciso que a educação auxilie o aluno através de conteúdos e referência bibliografia em que envolva diferentes linguagens da arte, como a arte erudita, estética, popular em que a educação possa passear pelas mesmas para que o aluno compreenda   todo momento/movimento  cultural em diferentes épocas e espaços.

Não podemos deixar de mencionar e valorizar as manifestações culturais trazidas pelos alunos para a sala de aula como danças, músicas, grafite …do seu dia a dia para que não haja discriminação cultural e sim que a escola se abra para aprender conteúdos do seu cotidiano.

As práticas culturais vivenciadas fora da escola por todos os aprendentes (professor e aluno) são considerados ótimos conteúdos para constituir o conhecimento nas trocas de “saberes”. A escola sendo um lugar de ampliação das culturas e os aprendentes sendo produtos e tendo como produto de estudo a própria cultura e a cultura desconhecida do seu cotidiano, assim, o acesso a cultura terá um diálogo maior respeitando as diferentes manifestações  culturais que vem a enriquecer.

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Vídeo aula 2: A ação educativa ao longo da trajetória escolar.

Pensar no desenvolvimento da escola como uma instituição pública buscando o aperfeiçoamento dessa comunidade escolar e na comunidade que se encontra  no entorno da escola, é essencial para que tenha  conhecimento sobre o desenvolvimento da criança para que possa assim,traçar as metas e expectativas que cabe a cada etapa da vida escolar do alun0 ( no  Ensino Infantil , no  Ensino Fundamental e no Ensino Médio). É importante  que haja um planejamento para pensar em aperfeiçoamentos sejam traçados para curto ou longo prazo. O aperfeiçoamento  só acontecerá se a instituição além das meta respeitar a fase e a maturidade da criança para que não se rompa um desenvolvimento natural, ou seja, escolarizar um aluno não quer dizer moldá-lo mas sim, respeita-lo como ser humano com  seus limites dentro  de sua fase de desenvolvimento ou processo.

Hoje a “sala de aula não é mais um ambiente de encontro” entre um professor com os alunos,mas sim , um ambiente em que ambos  resgatem o desejo de ensinar respeitando o maturidade dos alunos que muitas vezes  não tem claro o que desejam aprender.

É nesse momento que entra o papel do educador de despertar o desejo de aprender e aguçar a vontade de aprofundar seus estudos como um “aluno pesquisador”em  que esse conhecimento ajude-o a se posicionar adequadamente  na vida.Quando o educador respeita o aluno  e acredita que a educação é um processo e se organiza para oferecer conhecimento em que tenha claro os conteúdos devido sua participação da vida local do aluno, o professor tende a oferecer conteúdos significativos com temas envolvidos em projetos que permeiam  as necessidades do aluno e da comunidade. Aprender , por tanto, se torna um prazer dando sentido nessa dinâmica de aprender/ensinar.

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Vídeo aula 1: Papel do Professor: instruir ou educar?

Ser um profissional docente não é tarefa fácil, principalmente quando o mesmo assume uma postura ética e moral no compromisso de não só transmitir conhecimento como também de educar para a cidadania.

O educador comprometido com seus alunos, assim bem como consciente da sua função social e exige  de si um comprometimento ativo com as novas gerações, pois, acredita que os mesmos são futuros a gentes de transformação e de continuidade do saber reflexivo e ampliado ,sabendo que o educador é o responsável  pela  felicidade e o sucesso na vida escolar dos alunos e consequentemente na vida social.

Quando o educador mantém o otimismo e a esperança nos seus aprendentes e na transformação da humanidade, o mesmo assume uma postura não como um “salvador da pátria”, mas como um membro ativo, criativo, envolvido com o desenvolvimento dos seus alunos para a vida sociocultural com êxito.

É preciso que o educador ao pensar na educação dos seus aprendentes refleta  como ajudá-los a enfrentar  as “coisas boas” da vida social e ao mesmo tempo com as ameaças que o mundo carrega e lança a todo o momento.

O  profissional da educação atualmente precisa enxergar que o mundo não é como a década anterior, onde era apenas transmissor de conhecimento. Hoje esse, é preciso educar fazendo com que o aluno repense sobre sua ação, comportamento, atitudes, sentimentos voltado para cada fase ou ano que a criança se encontra ,assim bem como possibilitar a todos a oportunidade da ampliação do conhecimento. O professor ensina o aprendente a pensar no seu conhecimento e desejos individuais sobre a vontade coletiva através dos conteúdos interdisciplinar e transdisciplinar numa visão de um mundo atual em que os conteúdos e projetos escolares seguem um ir e vir da escola para a sociedade e também da sociedade para a escola.

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