Educação e construção de Valores.

Vídeo aula III:  O juízo moral na criança.

 “ A colocação dos limites é tanto responsabilidade da família quanto da escola. Cada instituição possui os seus, que precisam ser aprendidos. A falta deles em casa não pode impedir a escola de colocar seus limites e ensinar as crianças a respeitá-los. O que não pode acontecer é a escola ficar refém de crianças que não aprenderam os limites na família e nem se esconder atrás do fato de que não pode fazer sua parte porque a família não fez a dela.”Laura Monte S. Barbosa.

Os jogos e brincadeiras são sempre uma ótima oportunidade para aprender , especialmente nas séries iniciais. Através dos jogos a criança inicia a construção de maneira lúdica as regras , o saber “ganhar e perder”, esperar a vez, bem como o espírito de respeito , companheirismo , cooperação e a conviver com outro que pensa e age diferentes.

Quando o professor investe nos jogos, o mesmo está proporcionando um auto conhecimento da criança e abrindo um espaço maior para conhecer pouco mais sobre aquele serzinho que está diante de seus olhos, pois, quando o ser humano joga, demonstra seu interior e seus reais comportamentos. São nesses momentos que a escola precisa trabalhar com situações reais (Fotos , vídeo, filmes)vividas na própria escola como conflitos e comportamentos negativos, levando esse material para que a sala analise e reflita coletivamente construindo assim o juízo de valores morais e éticos.

Porém é importante salientar que não será nada educativo construir um clima de valores, respeito e autonomia em um ambiente autoritário com base na punição e no controle. A melhor maneira de construir regras é através do diálogo e do vínculos afetivo. Por tanto, a criança que constrói a autonomia não quebra as regras mesmo não sendo vigiada, pois, o controle já foi interiorizado  E isso é permitido quando a criança interage com  o outro através dos jogos sejam eles simbólico ou de regras.

Conquistar a autonomia é exercitar seu espírito de partilha de liberdade , onde o indivíduo pensa e reage conforme  as regras que estão prontas na sociedade avaliando com significado e as incorporando em suas ações.  As regras e as leis são referências para o nosso comportamento moral que ajudará na convivência com o outro .

Vídeo aula IV: O conceito de transversalidade.

O conhecimento está muito ligado ao relacionamento em que o aluno tem com o conteúdo estudado, com os sujeitos envolvidos, com a metodologia,pela postura adotada pelo educador , a afinidade , o respeito e o vínculo afetivo.

Na escola tradicional o conhecimento era visto como um conjunto de verdade que era transmitido pelo professor e recebido pelo aluno passivamente, onde o conteúdo era memorizado e comprovado nos dias de provas. Essa era a escola conhecida como autoritária e nela o aluno tinha medo e não respeito.

Hoje, professor e alunos são interativos e protagonistas na busca do conhecimento. O professor passa de detentor do conhecimento para mediador, aquele que facilita e estimula aprendizagem a construção do conhecimento. Por tanto, a relação entre eles é de pessoas, onde cada indivíduo é único com sua história de vida social, pessoal e intelectual que foram construindo ao longo da vida, as quais, serão compartilhado na convivência na instituição escolar. Será nessa instituição que os alunos irão revelar suas personalidades e desejos.

Nesse momento entra a disciplina, os limites, a autoridade, a tolerância, o bom senso que são conceitos que apontam para soluções, desde que seja analisados à luz de dois conceitos que são o da moral e o da ética, segundo Vasco Moreto. Lembrando que a moral é um conjunto de regras estabelecidas visando a harmonia, numa comunidade e a ética, são os princípios e valores que norteiam a vida em grupo.

Educar apoiado na ética e nos valores morais é estar pautado na postura e na metodologia em que o aluno pense e reflita sobre as conseqüências dos seus atos diante de uma situação. Se a postura ou ação tomada agradar a comunidade em que está inserido, então o mesmo está agindo eticamente ,respondendo assim, o outro sem ter um pensamento egoísta.

Quando o professor planeja uma aula visando atingir a todos os seus alunos pensando na heterogeneidade, o mesmo está proporcionando diferentes oportunidades para que todos aprendam tornando-os cidadãos críticos e livres na construção do conhecimento e transformadores da comunidade em que está inserido Nesse caso o professor esta sendo ético desempenhando com eficácia sua função social o qual foi confiado.

No relacionamento entre as pessoas envolvidas numa instituição escolar a ética e a moral precisam estar presentes na formação do aluno, onde auxiliará a desenvolver a personalidade pela autonomia, sendo conduzido por princípios e valores e não pelo medo e punição como na escola tradicional.

É preciso que a escola sendo uma instituição transformadora reflita sobre: “Que cidadão quero ajudar a formar?”. É necessário ajudar a formar pessoas equilibradas que respeitem a moral socialmente construída , visando os princípios e valores que constituem a cidadania , que se revela na prática de uma convivência harmônica na vida social em diferentes momentos em comunidades.

Vídeo aula VII- A construção Psicológica de Valores

       Hoje, vivemos em um mundo muito preocupante. Apesar de a realidade mostrar diferentes
acontecimentos que nos leva muitas vezes paralisarmos diante  realidade contraditória a qual almejamos,
onde o egoísmo e o tirar  vantagem em tudo é a atitude mais comum em nossa sociedade. Com isso os valores, as
virtudes e o espírito de solidariedade e partilha estão cada vez mais distantes das instituições escolares, onde  irá
refletir o problema social.

     Sabemos que uma das funções da escola além de ensinar a pensar, construindo conhecimento,  os quais  serão usados na sociedade  é também solucionar , ou seja, auxiliar oeducando a resolver problemas sociais para que possa interagir socialmente em sua comunidade escolar e no seu meio social.

     A escola é um espaço privilegiado de questionamento dos  valores  morais e éticos para que o aluno aprenda a viver melhor em sociedade de uma maneira mais harmônica e equilibrada.

    É comum a escola receber alguns alunos que apresentam já uma carga de dificuldade em adaptar-se no dia a dia do ambiente escolar ou que já trazem em seu “currículo” o fracasso da retenção, dificuldade de aprendizagem ou de relacionamento com os colegas e também o fracasso social do preconceito. Esses são vistos como os alunos “difíceis” e “desinteressados”.São esses alunos que a escola precisa ter um olhar cuidadoso. É preciso que crie vínculos entre ensinantes e aprendentes ,pois, já se sabe
onde a indisciplina, o desinteresse , a quebra de regras e ou  combinados se encontram lá estão a angústia, a inquietação, a rejeição e o sentimento de incapacidade entre outros sentimentos negativos.Nessa atitudes é visível que a imposição de regras e autoritarismo estão presentes e ainda pior que tende a acentuar ainda mais esses problemas.

     A escola diante desse fato é preciso que tenha a sensibilidade de investir nos projetos de valores interdisciplinares num trabalho
ligado ao vínculo afetivo, assim abrindo espaço para o diálogo – desabafo, para que ajude o aluno a enfrentar sofrimentos pessoais, morais,éticos na incompreensão das atitudes tomadas perante um determinado contexto. Quando o
aluno se coloca contra a proposta ou dinâmica da instituição , essa recusa  revela que os conteúdos , as metodologias relacionamento entre alunos e professores não estão indo de encontro com a suas necessidades.

     Concordo com a vídeo aula , quando a professora fala sobre ovalor do vínculo,e que é imprescindível que educadores faça uma reflexão sobre a dinâmica de relacionamento. “Não é possível que o outro respeite se não se sentir respeitado”, como afirma a Psicóloga Nívea  Cavarlho Fabrício.

   O aluno precisa  sentir confiança, senti-se acolhido pela instituição escolar para que o seu conhecimento flua . Se pensarmos em conhecimento sem um vínculo afetivo é entender que a escola precisa prevalecer o autoritarismo sobre a autoridade. O vínculo transforma a relação do sujeito ensinante e aprendente com atitudes e ações educativas éticas de valores por todos os envolvidos nessa educação que serão aprendidos e levados pelos alunospara a sociedade.Oportunidades essas , que deve ser vista como competência e diferente oportunidades para que os alunos se tornem adultos equilibrados que
consequentemente  reproduziram aquilo que vivenciaram no seu percurso escolar .

Em suma, concluo com as palavras de Fernández e Pain que “Para  aprender são
necessários dois personagens , o ensinante e o aprendente e um vínculo que se estabelece entre ambos.”

                                          

Vídeo aula VIII- Valores e Educação.

Sabemos que a preocupação da escola é desempenhar  sua função socialcom  eficiência.Acredito que muitasvezes, falta clareza sobre os pontos de partida e de chegada da ação educativa podendo gerar dispersão de ações desarticuladas da equipe escolar.

Hoje  para educar precisa estar com base em limites e afetividade positiva, é necessário viver essa afetividade intencionalmente
sem máscaras para que se construa um vínculo afetivo. Onde haja encontro entre os educadores familiares e os educadores escolares e crianças com uma interação de vínculos profundos, onde durante a relação entre os membros  estejam compartilhando suas posturas éticas e os princípios morais.

O educador deve ser  antes de tudo um preparador emocional, ou seja, aquele que acredita no seu papel transformador e principalmente na capacidade que o aluno tem  de se desenvolver como um cidadão crítico, autônomo, criativo, afetivo  que será compartilhado e aprendido na convivência entre ambos pautado no exercício da autoridade pela influência de exemplo positivo.

É preciso que esse exemplo vivido pelo educador tenha um alicerce seguro, com limites e afetividade para que o aluno desenvolva o “aprenderas a ser”. Será através dos sentimentos que as emoções se manifestam e podem afetar o aprendizado. As emoções positivas ou negativas terão mais ênfase ou predominância de acordo com o que recebeu da família ou do reforço no ambiente
escolar. É nesse momento que entra o papel do educador e da instituição observando a relação do aluno com os colegas
que serão manifestados suas atitudes  e influenciaram na aprendizagem e no comportamento. Por tanto, é um
momento da escola repensar  seus projetos que auxiliem na vivência afetiva  diminuindo os conflitos tanto escolar como familiar. Mas para isso é preciso que a escola transparecer que a mesma se preocupa com a formação integral do aluno, que o mesmo é amado , que pode confiar, que não será julgado, que possui sentimentos e que será respeitado seu desenvolvimento e suas
empatias.

O desafio maior hoje da escola é achar o equilíbrio em exercer  a autoridade sem ser  autoritário. Colocar limites é estar
cuidando para que o aluno cresça sadio e equilibrado para que saiba até onde pode ir com segurança.

Muitas coisas são ditas as nossas crianças no ambiente escolar e familiar, mas o que fará a diferença na vida
dessa nova geração crítica são as atitudes dos educadores. Só assim construiremos uma educação ética, com alicerces firmes e seguros revelado através de postura positivas.E isso será possível com um vínculo afetivo em parceria com a família.

´

É preciso mudar essa realidade. A escola tem a responsabilidade de melhorar a vida futura dos alunos a ela confiada. O aluno produzirá a educação recebida se a escola não lhe oferecer diferentes  oportunidades para que construa uma vida melhor a qual se encontra.

 Vídeo aula XI: Perspectivas atuais das pesquisas em Psicologia Moral.

 Educar uma criança não é tarefa fácil e requer mais que uma boa intenção, é preciso reflexão, planejamento, tempo, disponibilidade, intencionalidade e conhecimento.

Pais que pensam “ quando ele crescer para de incomodar” na escola muitas vezes não é diferente, existe educador que diz “ logo chega o final do ano”. Essas falas é muito perversa e tende a se agravar se educadores não mudar sua visão. É preciso pensar
que as crianças precisam de educadores sejam pais e professores que cuidem delas apresentando o mundo, protegendo-as, guiando-as para viverem felizes. Por tanto, quando as crianças crescem vão aprendendo a construir seus valores, pois, são pessoas ativas nesse processo.

Aprender a respeitar regras, a se colocar no lugar do outro, a contestar combinados ou injustiça, tudo isso faz parte do processo de construção do ser humano, mas para isso é necessário que educadores expliquem e proporcione   momentos de reflexão sobre valores morais dentro de um contexto real.

Um exemplo muito comum na escola é quando uma criança bate na outra na disputa de um objeto desejado. Qual seria o papel do educador nesse momento? Sua fala poderia ser bem pontual para a criança que bateu: “ existe um outro jeito de você conseguir esse objeto? Você falou para o colega que você também queria brincar com esse objeto? Se você não falou como ele poderiaadivinhar? Sempre diga o que você quer para o colega. Veja como o colega  ficou, será que você gostaria que ele fizesse
o mesmo para com você? Com essa postura o educador propõe  uma reflexão rápida mas relevante diante dasituação. Envolvendo uma interação de sentimentos como amizade, respeito  e valores com a relação a  atitude de violência para obter o que eu quero.

A construção de valores morais estão ligados aos sentimentos e emoções e necessariamente acontecerá nos exemplos vividos pelo o outro em seu meio escolar e em comunidade, na reflexão  da própria ação ligado ao sentimento e suas conseqüências.

Em situações que ferem aos valores morais como a violência física ou chingamento moral conhecido como bullying é preciso que a escola pense em seqüências didáticas para que ajude o aluno a construir e a refletir nas ações e conseqüências de uma atitude mal tomada, para que interiorize e construa sua identidade. É preciso que os adultos demonstrem que os problemas podem ser resolvidos  através do diálogo com escuta , entendimento, compreensão, se colocando no lugar do outro sendo ético. Tolerância, equilíbrio e respeito são palavras molas para esse processo de construção de valores morais.

Se nenhum ser humano vem com manual, então cabe aos educadores usar do seu bom senso de enfatizar que cada ser é único em sua forma de ser e atuar no mundo, que o mesmo está inserido em um grupo social  diferente, e que será a partir da interação
com o outro na instituição escolar que terá a oportunidade para ter uma vida mais feliz. A falta de conhecimento  e de
respeito do educador com a criança que está perante seus olhos gera violência e ignorância . Isso percebemos claramente nos noticiários na mídia em que a violência é fruto do desconhecimento , da fragmentação do olhar dos educadores (pais e professores) e a  falta de solidariedade, enfim valores que nos destacam como seres humanos.

“Sou criança, me ajude a ser um adulto mais feliz e equilibrada”.

 Vídeo aula XII : Perspectivas atuais da educação em valores.

 Se é verdade que bons exemplos são fundamentais para a formação de valores nas novas gerações, as escolas hoje tem uma grande missão nesse processo.

A escola precisa dividir suas angústias com sua comunidade e que a mesma tenha espaço para pedir ajuda, partilhar idéias e ideais, em cima dos problemas e conflitos que rodeiam a instituição e comunidade.

Já  existe muitas escolas, que já iniciaram trabalhos com a comunidade, iniciativas eficazes , onde  consegue conciliar com projetos  pedagógicos com propostas reais na busca de
ajudar a população da comunidade.

A idéia de trazer a comunidade para dentro da escola através
de reuniões ou escolas de pais tem a complexa e simples tarefa   num alicerce em que envolva  a harmonia, o equilíbrio e a justiça de um “viver”mais feliz com proposta de projetos que trabalhem valores e ética nos temas transversais que darão a viabilidade.

A tarefa de trabalhar com temas transversais não é fácil, mas cada escola descobrirá seu próprio caminho com ajuda da comunidade com a preocupação  permanente na formação do aluno como um cidadão crítico, criativo e ético. É importante salientar que o estímulo dos educadores (pais e professores) motiva o aluno não apenas assimilar novos valores, mas também que todos tenham o papel de multiplicar-los através das ações e tornando todos os aprendentes  em formadores de cidadãos mais conscientes do ponto de vista moral e ético.

Quando a escola abre as portas  para partilhar os problemas sociais da comunidade, assim estará dividindo sua responsabilidade não ficando”sufocada” vários papeis a ela delegada sem um resultado esperado.

Com  essa postura a instituição escolar não se sente só e suas ações também não são isoladas da comunidade, mas sim plenamente integrada aos objetivos pedagógicos , afetivos, social,cultural e ético  dos alunos.É preciso ousar nas mudanças de sua práticas para a realidade que não agradam a sociedade. Nessa visão os projetos não são clonados e sim um esforço coletivo
da instituição de pesquisar os problemas que afetam a comunidade.

Segundo Marcelo Freitas acredita que “A sustentabilidade tem fortes raízes em valores como a ética, o respeito e o compromisso com as futuras gerações. Todas as escolas têm o compromisso de formar cidadãos para uma sociedade melhor, mais consciente e justa. É pela prática que demonstrarão isso aos seus alunos.”

Destaco o professor José Pacheco, um dos criadores da Escola da Ponte, em que o sucesso da mesma ultrapassa as fronteiras de Portugal se tornando referência de mundo.
“É necessário dar respostas a necessidades locais, respostas específicas a problemas específicos (…)” José Pacheco .

Vídeo aluna XV : Dimensões constitutivas do sujeito psicológicos.

 Se acreditamos que o aluno se desenvolve de maneira integral e que se apresenta com toda a sua carga cognitiva, afetiva e sociocultural. Então a escola  precisa se preocupar com o aluno sendo o centro do processo . Nessa perspectiva o educador é livre para observar onde pode conhecer mais intimamente e interagindo a todo momento . Com isso, ele
terá o privilégio de intervenção e sondagem permanente conhecendo o aluno como um todo, não fazendo um pré-juizo com base em apenas uma área psíquica.

É preciso ter claro que as crianças que vão à escola hoje vivem num mundo altamente diversificado , o que pede  a instituição escolar preste atenção as diferentes  maneiras de interpretar o mundo, o conhecimento e as relações pessoais ligado seus valores e  crenças.

O ensinar e o aprender estejam presentes na instituição ,pois, ambos são refém de uma dinâmica com seus desejos ligados à vida em sociedade. Assim, a sala deve ser um lugar que deve estar presente o desejo de aprender e  que esse professor utilize
também desse momento para interagir com o aluno onde essa intimidade vá alem dos conteúdos da sala de aula. Será utilizando de temas transversais  em uma seqüência didática em que o professor valorize o aluno como um sujeito ativo e complexo que interagem  o mundo e sua diferença física, afetiva, biológica, sociocultural e com suas crenças.

Quando o educador propõe esse espaço para conhecer o aluno ,o mesmo não peca em fazer  juízo ou  predestinar e futuro do aluno. A missão da escola é proporcionar diferentes oportunidades para que todos se tornem sábios e pessoas mais felizes
incorporando valores sendo cidadãos éticos, competentes e progressivos.

Vídeo aula XVI : A construção de valores e a dimensão afetiva.

 A educação pautada em valores e afetividade positiva não ocorre por acaso, É preciso um processo de vivência intencional, sabendo o que almeja construir com os alunos desenvolvendo bom relacionamento entre educadores –pais , professores e alunos,
pois, o papel do educador é ensinar o aluno a “voar e não a cortar asas.”

A escola deve ser antes de mais nada um espaço em que prepara o emocional do aluno acreditando na capacidade  de
transformar a visão de educação para que o aluno se desenvolva como um individuo  integral para que tenha sucesso. Esse sucesso ocorrerá  se a relação afetiva   for essencial entre professor e aluno,  isso ajudará no desenvolvimento cognitivo . É bom destacar que a aprendizagem também se constrói através de bons exemplos , com alicerce seguro, com limites e sobre tudo afetividade.

Ao falar de afetividade sabemos que a reação é interna que interfere no seu meio diretamente na postura e ação do aluno. Será através dos sentimentos e emoções que afetam o cognitivo e é na escola que esses aspectos positivos ou negativos irão ser revelados. Por isso, a necessidade da família ter  um alicerce forte e a escola reforçar para que a criança com outras pessoas gere dentro da própria criança sentimentos positivos que se manifesta em  suas atitudes vinculadas aos valores éticos e moral.

Por tanto, há uma necessidade da escola e comunidade ofereçam juntas segurança com afetividade positiva para que a vivência cm conflitos sejam minimizados. O grande desafio da escola e da família é auxiliar o aluno a encontrar o equilíbrio e a harmonia nos relacionamentos.

“T emos a consciência  que na  construção de sentimentos positivos nos  leva  ao ATO  de que sua obra seja, para  si e aos outros, digna de admiração.”

Vídeo aula XIX : “ Podem a ética e a cidadania se ensinada.”

 Se temos a concepção que a escola prepara o educando para o exercício da cidadania e que a educação é o processo integral de formação humana, pois, cada indivíduo  ao nascer desenvolvimento cognitivo, afetivo, social que são orientada pelos princípios da solidariedade, o reconhecimento de valores e virtudes, do respeito às diferenças e pelo limites (disciplinas suas vontades).

Segundo RODRIGUES, Neidson “O homem pode construir o seu modo de vida tendo por base a liberdade, a autonomia e a responsabilidade. Essa característica constitui o fundamento da formação do sujeito ético”.

Acredito que tanto é possível como necessário ensinar a ética na instituição escolar, sendo ela uma transformadora na formação humana do sujeito e não sendo apenas o lugar de escolarização.  Nessa visão a formação do aluno como um ser integral vão sendo aperfeiçoados diante dos seus hábitos , através do aprender a fazer e o aprender a ser . A atitude de justiça, solidariedade e ético serão aprendido e ensinado através da prática real das pessoas que estão ao redor do educando, os conteúdos acadêmicos sem apoio dos temas transversais não dão conta desse ensinado.

Partindo da premissa que aprendemos através de exemplos e não de discursos morais que acaba cooperando para o enfraquecimento na construção da ética. Sendo a escola uma instituição que está exercendo o papel das famílias, das comunidades, da igreja e ainda desenvolver os conhecimentos e habilidades, por tanto, tem a missão suprema na formação do sujeito ético.

Para finalizar destaco a fala do professor da vídeo aula  (…) Para falar ao vento, bastam palavras, para falar ao coração, são necessário obras.

Vídeo aula XX ; Violência e educação UNIVESP TV: violência nas escolas.

Vejo a violência nas escolas como um pedido de socorro. Se desejamos uma sociedade mais justa, sem desigualdade social é preciso que todos educadores(professores e pais) desejem a paz, o equilíbrio, o bom senso e para isso é preciso buscar uma qualidade na educação no nosso País. Educar com qualidade é estimular, promover e trabalhar à todo momento o exercício de
reflexão , de análise das atitudes, sentimentos e dos pensamentos como fonte de diagnóstico para abrir os olhos dos aprendentes diante da realidade que osincomodam.

Se queremos mudanças na educação, teremos que investir numa nova visão de ensino aprendizagem com relação aos conflitos sociais enfrentados na escola, para isso, é preciso estar mais próximo dos alunos nas questões de ética com os temas transversais.

Na concepção de prevenção não há receita, mas modelos exitosos, bom senso e sensibilidade no auxilio para o que o aluno obtenha um resultado mais eficaz com o outro em sociedade  instituição o aluno precisa se sentir acolhido , seguro e confiante para que compartilhe sua idéias, angústias, anseios e estimulado pela equipe escolar(todos os funcionários) na busca de novos caminhos para resolver os conflitos e a vencer os sentimentos e emoções negativas de maneira positiva.

Quando o aluno sente-se beneficiado na construção do conhecimento proporcionado pela instituição, sendo valorizado , estimulado a aprender e recebendo diferentes oportunidades para que haja uma aprendizagem de qualidade. Assim, sendo a escola está garantindo o Direito a Educação de qualidade para todos, onde o aluno será encantado pela escola.

A  afetividade  e o vínculo terá  um papel fundamental e a assim como a coerência  entre a postura e do discurso.

Vídeo aula  complementar: Violência nas escolas (TV UNIVESP).

Não oferecer diferentes oportunidades para que todos aprendam sem discriminação, preconceito e um pré julgamento é uma violência camuflada e silenciosa  ao ser humano.

“ O homem será antes de mais nada, o que tiver projetado ser.”Jean Paul Sartre

Relacionar a ação e conseqüências dos nossos atos como educadores ( professores  e pais) é  uma chamada para a missão ou função social da escola.Essa função social escolar é de estar preparando o aluno para enfrentar
o mundo para que se torne um adulto feliz e equilibrado.

Planos e projetos fazem parte da vida escolar , assim como também em nossa vida pessoal. O que precisamos quanto educadores é estar atentos em rever o que auxiliou para que os resultados fosse positivo ou o que impediu que o sucesso  ocorresse, buscando soluções inovadoras  e criativas.

O educador precisa ter um  “olhar de futuro” , para que  os conflitos da sociedade  e ou da escola sejam objetos de estudo e não justificativas para  a violência, a qual presenciamos hoje na sociedade.

“Podemos escolher o que semear, mas teremos que colher aquilo que plantamos.”

Vídeo aula: XXIII: Assembléias escolares e a democracia escolar.

Aplaudo a estratégia de assembléia desenvolvida na vídeo aula. Sabemos e desejamos um País democrático , justo e autônomo precisamos começar desenvolver essa postura desde cedo nos pequenos. Nessa prática o professor se revela como um verdadeiro mediador, onde aprendizes tomam a postura de criadores , investigadores, inquietos, curiosos, humildes e persistentes, segundo Paulo Freire. Nessa visão destaco a fala do belíssimo educador Paulo Freire, quando diz(…) “Quem ensina aprende o ensinar  e quem aprende  como um serensina ao aprender.” Ensinar e aprender exige dos seus aprendentes pesquisa, respeito ao saberes do outro, principalmente com relação ao educando, criticidade, ética, reflexão crítica sobre a prática, reconhecimento do EU em sociedade como um ser participativo, autônomo e feliz.

Todo essa exigência é possível vê na assembléia.Muitas vezes  queremos uma escola democrática e autônoma , mas para os educandos  e damos abertura para que o professor. A democracia, a liberdade deve ser para todos os funcionários. A escola em que atuo busca uma escola de autonomia e democracia, então já temos algumas práticas ao caminho desse ideal como rodas de conversas, projetos de leitura (sessão simultânea), ler por prazer (Empréstimo de livros), os assuntos abordados nas reuniões de HTPC muitas vezes são escolhidos pelos professores  os quais a equipe precisa se debruçar para um estudo mais aprofundado e bimestralmente fazemos reunião pedagógica envolvendo todos os professores da escola com o objetivo de fazer uma autoavaliação do bimestre onde toda a equipe professores e gestores expões pontos positivos e negativos na busca de melhoras.

Momento em grupo, pensando nos pontos positivos e negativos do bimestre.

Toda  a equipe participando da dinâmica “Escravo de Jó – Trabalho em equipe sintonia.

O trio gestor lendo o texto “Cativar” do livro O Pequeno Príncipe, para finalizar a reunião.

(Gestora Dora, Vice Jociara e OP Magaly)

Ainda estamos longe de uma escola democrática a qual é tão almejada pela equipe, mas estamos buscando esse sonho.

Eu acredito que um sonho que se sonha sozinho só passa de um sonho, mas um sonho que se sonha junto pode virar realidade, como já dizia Raul Seixas.  Crendo nisso ,temos a esperança de um dia trabalhar nessa escola ideal com isso estaremos desenvolvendo nossa missão como educadores.Talvez  seja um utopia pensar em melhorar o mundo, mas acredito que não é impossível melhorar a realidade da comunidade a qual estamos.

Vídeo aula XXIV: Dimensão / pluralidade cultural na escola.

 A diversidade está perante aos  olhares por  onde passamos lá se encontra manifestado na sociedade. É preciso que a escola tenha consciência do seu papel social, a qual terá o poder de mudar esse quatro.  Talvez não sozinha , mas com  ajuda da comunidade e de outras instituições. È preciso que se coloquemos no lugar do outro e enxergar os problemas  com os olhos  do outro para compreendermos  suas atitudes e assim ajudá-las a não deixando que o processo educacional seja  interrompido dando abertura para a violência
.

A diferença nos faz crescer, nos ensina a lidar com as pequenas práticas do dia a dia que muitas vezes são esquecidas e desprezadas para serem ocupadas somente com os conteúdos curriculares. Conhecer os conteúdos é importante, mas de nada adianta termos alunos com os saberes e que não conseguem se materializar na sua prática social como a ética, os valores, virtudes, o saber lidar com o consumismo, as emoções e sentimentos.

Se somos um ser integral e único, por tanto, cabe a escola ter a autoridade de organizar, de por ordem, de possibilitar a segurança e confiança abrindo um espaço para a participação de todos os alunos sem discriminação.

É importante salientar que esse “poder “ da escola não é com autoritarismo ditatorial, mas sim um exercício de forma justa e acolhedora com a diversidade  . Quando o professor  exerce sua autoridade, assim como a escola de forma justa e acolhedora, ele tem alunos com uma postura diferente que desejam aprender tudo isso baseado no respeito e na amizade cada vez mais consciente do seu papel como colega.

Essa tarefa não é fácil, mas é possível. Se despirmos da “escola tradicional”, injusta, autoritária, a qual fomos educado, o caminho se torna mais fácil na busca de uma escola de qualidade para todos com igualdade de oportunidade à todos os aprendentes sem discriminação ou preconceito.

Vídeo aula XXVII: Práticas de cidadania.

Cabe à escola o papel de formar os cidadãos . Um dos entraves que  nós professores enfrentamos é o descompasso entre as experiências e vivências das novas gerações com os conteúdos que são necessários para que o sujeito esteja participando ativamente de maneira digna e sem discriminação na sociedade. A escola precisa atualizar-se nas suas práticas  e conteúdos, para que volte ser um espaço apaixonante pelos alunos e professores, sendo capaz de iluminar os caminhos para que saibam superar os obstáculos que se encontra no entorno de sua vida sócioreal, cativando assim, o interesse dos aprendentes.

Alunos , professores e  comunidade necessitam de um “veículo” mais seguro em rumo a um futuro melhor. Para alcançar essa segurança  e ter um futuro melhor é preciso mudar o cenário das nossas escolas para que a formação de qualidade nos convide a mudança. As novas gerações desafiam diariamente os educadores a criar novos hábitos sociais,pois, sabemos que o conhecimento ultrapassa a sala de aula, o relacionamento dos aprendentes são diferente com o mundo, os conteúdos e o aprendizado está a frente dos livros, e a diferente experiência que cada sujeito trás consigo é singular precisando ser compartilhada para que juntos construam ou reconstruam o conhecimento.

Educar para o mundo significa proporcionar uma prática que desenvolva a cidadania, isso acontecerá pelas mãos do educador entrelaçada com os alunos e comunidade levando em consideração o saber e o pensar sobre os anseios que eles têm vinculados aos seus valores  e crenças para que não se choquem  com a teoria das ciências. É preciso prepará-los para que o conhecimento seja levado para fora da escola e que o mesmo ajude o aluno atuar em sociedade de maneira mais ampla.

Nessa concepção a  prática de educar para a cidadania não há outra saída a não ser investir na própria formação  continuada para que se torne um educador sempre capaz  de acompanhar as mudanças pelas  quais o mundo passa a entender as necessidades dos alunos. Ainda temos muitos colegas educadores que não despertaram para essa necessidade.

O que é possível percebe que há pouca articulação entre as disciplinas, com os conteúdos voltados para a cidadania envolvendo os valores nos temas transversais, visando a formação integral do aluno sem abandonar sua experiência de vida, sua formação familiar, suas crenças e o seu conhecimento sociocultural.

Destaco a fala de Paulo Freire quando coloca que a tarefa de educar, transcedem todos os obstáculos que o sistema educacional  oferece e desabrocham diariamente, a vida , a sorte e o destino de milhares de cidadãos brasileiros. Por isso, essa tarefa que é realizada pelas mãos dos professores que ainda temos a esperança de mudar e transformar a realidade, talvez muito lentamente, mas sobretudo o importante é oportunizar a buscar do conhecimento  renovado para que seja um cidadão mais feliz socialmente.

.

Vídeo aula XXVIII: O fenômeno do Bullying.

O Bullying é um forte sintoma da sociedade atual. A ausência dos pais no efetivo crescimento dos filhos, falta de apoio, de controle, então , os valores transmitidos que não pregam uma  homogenia, são causas fundamentais do aumento dos números e casos de
Bullying nas escolas.

Esse comportamento violento podendo ser expressado em diferentes  maneiras, como:
*Atitudes intencionais e agressivas, e de modo
repetitivo adotados por um ou mais sujeito contra a outra pessoa
impossibilitada de se defender.
*Comportamentos envolvendo intimidações,
insultos, assédios, exclusões e discriminações de gênero, podendo acarretar
dificuldades de aprendizagem e traumas ao longo da vida do aluno.

O Bullying é um fenômeno complexo que exige   envolvimento e compromisso de todos os envolvidos, principalmente no ambiente escolar.

Os tempos mudaram, hoje a utilização de tecnologias de informação tem transformado a sociedade. Apresentando novas formas de aprender, trabalhar, brincar, interagir e comunicar, mas infelizmente o bullying também entra em rede virtual. A tecnologia nesse caso aqui é usada para realizar a violência em particular em chats, celulares, orkut… Os efeitos cyberbullying é mais agravante,pois, o aluno se sente ameaçado em seu próprio lar, aparecendo sintomas como falta de sono, dores, alterações de hábitos alimentares, afastamento do ambiente escolar levando em alguns casos ao suicídios.

É importante alertar os educadores para que realizem atividades para prevenir ou combater esse fenômeno e demonstrar uma postura e posição de justiça e democracia para que não  induza ou apóie  indiretamente determinados comportamentos que de margem a esse fenômeno.Atividades como :debates sobre o assunto; analisar uma imagem ou um caso real  levando para uma situação de assembléia; propor pesquisas atuais sobre o bullying; falar do uso da internet e seus riscos; alertar para pedir ajuda aos  adultos caso esteja vivenciando ou presenciando situações parecidas e alertar a comunidade com palestras ou uma
roda de conversa para esclarecimento.

Mùsica : Será – Renato Russo

“Só podemos vencer o
adversário com o amor, nunca com o ódio.”

Mahatma Gandhi

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