Educação comunitária.

 

Vídeo aula XXVI: Uh-Batuk-ERÊ- uma ação de comunidade.

 

Parabenizo e aplaudo o projeto Uh-Batuk-ERÊ na ação comunitária.

 Sabe-se que no Brasil existe uma diversidade social, cultural e racial gerando assim muitas vezes preconceitos. A ideia de estabelecer diálogo entre os diferentes saberes culturais e diferentes tradições que formam o povo brasileiro foi de uma sabedoria exitosa. Além de proporcionar diversão, tornou-se uma poderosa ferramenta para melhorar a aprendizagem , elevando a auto- estima e garantindo uma perspectiva de futuro melhor de respeito para aquelas crianças e adolescentes de baixa renda que viviam em situações de risco com a certeza “ que posso ser diferente sem abonar minhas raízes”, proporcionando dias melhores para si mesmo e para  o outro.

Espera-se que as escolas brasileiras promovam desenvolver talentos, mas infelizmente não é isso que acontece. É lamentável saber que não é valorizada nas escolas a música, o canto, o teatro, a dança, o artesanato, apesar de desenvolver competências essenciais para aprendizagem escolar, como a concentração, disciplina, criatividade, saber trabalhar em equipe sem contar na elevação da auto-estima.

 Alguns municípios já possuem alguns movimentos promovidos por empresas  ou organização não governamentais ou pela própria prefeitura, projetos que estão transformando a vida de muitas crianças e adolescente de  escolas públicas , cito em particular o Projeto Guri da cidade de Lorena  o qual conheço.Mas acredito como mostra a vídeo aula, esses projetos não deveria se resumir somente em aulas semanais fora da escola, poderia estar dentro da escola para que os alunos estivessem extravasando suas energias podendo estudar música, dança abordando temas que estão no currículo escolar, assim como também peças teatrais em que redescubra as diferentes culturas brasileira. Com isso, a evasão e o rendimento escolar poderia ser u problema menos traumático e a escola passaria a ter mais sentido para as crianças para poder  expressar seus sentimentos, descobrindo aspectos positivos que existe em si mesmo e no outro e sobre tudo sendo reconhecida por outra comunidade além de reconstruir sua auto-estima.

As atividades artísticas e de oficinas promovem a reaproximação das famílias e que é um sonho de toda  escola. Muitos pais começarão a participar da vida escolar dos filhos acompanhando o desenvolvimento acadêmico e sobre tudo acreditar que “aquela criança também tem talentos” apesar de todos os problemas sociais que enfrenta.

Parabenizo quem idealizou e colocou em prática esse projeto, pois, acredito que essa comunidade hoje esteja mais feliz e caminha de cabeça erguida por assumir sua identidade buscando com orgulho integrar-se com os demais, onde sua auto-estima e auto-realização estejam elevadas.

 

Vídeo aula XXV: Relações com as comunidades e a potências do trabalho em rede.

A idéia de uma escola para todos, parte do ponto de vista que “todos” os alunos , professores e comunidade precisam participar de um movimento de inovar essa escola de hoje, ou seja, que rompa a visão de uma escola centrada em si mesma . Hoje o desejo que a escola e a sociedade tenham sucesso, mas muitas das vezes ambas são coniventes uma com a outra não dividindo suas tarefas e problemas, lutam e se queixam isoladamente assumindo assim, papéis que não lhes cabem. Essa postura é assumida principalmente pela escola que se sente na missão de tomar tudo para si que não é da sua competência.

Se um dos objetivos da escola é educar os alunos para que alcance seu potencial, então a escola precisa afastar-se da visão de assumir todos os papéis os quais não lhe pertence e aprender a buscar modelos centrados no aluno e na  comunidade, ou seja, que permita e abra espaço para a divisão de tarefas com o envolvimento de todos como: família, comunidade, alunos e outras instituições envolvidas com a formação do indivíduo para a vida.

Nessa visão a escola passa a proporcionar oportunidades para que todos possam crescer aprender, ajudar e mostrar seu potencial.

Sabe-se que ninguém sabe tudo e que todos têm algo para contribuir no desenvolvimento do outro. Basta alguém proporcionar um espaço para partilhar os problemas ou dificuldades para que as habilidades  e a potencialidade de cada indivíduo seja vista , valorizada e reconhecida por todos da escola e da comunidade. Escola e comunidade têm suas diferentes tarefas e habilidades, portanto é preciso que a escola assuma o papel de mediadora para auxiliar, partilhar, identificar os problemas que estão afetando a comunidade para que ambas  construam  juntas com seus pares procedimentos e estratégias pontuais para que pouco a pouco possam solucionar ou amenizar os problemas identificando suas limitações para pedir ajuda à outras instituições.

Quando a escola descentraliza todo o poder da resolução dos problemas dividindo tarefas e compartilhando suas preocupações, a mesma demonstra que acredita na potencialidade pessoal, social e cultural de cada membro daquela comunidade trazendo para si mais parceria entre escola e comunidade. Isso também é reconhecer que o indivíduo é agente participativo da construção do bem estar da sua própria comunidade e responsável para realizar algo para ajudar a sua comunidade a ser mais feliz.

Compreendendo que todos nós temos algo para contribuir também aprendemos  que não estamos sós e que precisamos dos pares para obter um resultado mais eficaz para todos.

Nessa visão a escola, assumi o papel mediadora valorizando os esforços de cada um na realização dos movimentos de uma escola mais participativa e para todos.Só assim a escola demonstra que o envolvimento do aluno e da comunidade são essenciais na construção de uma sociedade feitas por várias mãos.

 

 

Vídeo aula XXII: Lazer, Juventude e Esportes.

Acredito que o espaço de aprendizagem e a prática esportiva privilegiam a integração e a convivência em que o “saber, o saber fazer e o saber conviver” torna-se educacional. Com isso a aprendizagem esportiva passa pelo lazer apoiada ao ensino de valores e atitudes ético, afetividade, relação interpessoal e a integração social.

Quando uma pessoa participa de atividade esportiva ela desenvolve o aspecto psicomotor, cognitivo, para resolver problemas  sócioafetivo aprendendo estratégias de jogo e habilidade para resolver problemas de diferentes contextos, utiliza de conhecimentos prévios para enfrentar novas situações, sabe trabalhar em equipe, ser solidário aos colegas que não possui aquela habilidade que gostaria de ter, respeita e valoriza o outro, aprende atuar na comunidade em busca de um espaço melhor para a realização do esporte e lazer da população demonstrando uma atitude de transformador e gerenciador da sua formação pessoal como um cidadão que deseja trazer o bem estar para a sua comunidade.

                                                                                                                 Espotes e Lazer

Vídeo aula XXI: Lazer, Cultura e Elementos Comunitários.

 

Segundo Paulo Freire, a escola deve ser um espaço social aberto a comunidade onde está inserida. Por tanto, revela que a escola faz parte da ação social que ocorre na comunidade, e que deva organizar atividades em que seu espaço ajude a proporcionar um momento de lazer, cultura buscando o bem-estar da população que está em seu entorno. Essas atividades são realizadas em período diferente quando não há aula, no final de semana, onde a comunidade participa com auxílio de universitários ou profissionais da educação.

 

Nessa proposta a comunidade terá além dos monitores ( universitários e outros profissionais) pessoas da própria comunidade (família e alunos) participando como aprendentes ou ensinando algo que possa compartilhar com o grupo (artesanato, culinária, reforço escolar…)

 

Tomo a liberdade de citar a Escola da Família que acredito que é um projeto interessante e sério e de grande valor para a comunidade. O projeto apresenta dois momentos, o primeiro com programa sistemático e no segundo momento as pessoas participam com seus familiares e amigos das atividades de seus interesses.

 http://www.youtube.com/watch?v=zJdWfK-yI0Q&feature=related

 

Vídeo aula XVIII : A valorização da Cultura Corporal da Comunidade no Currículo Escolar.

Nos últimos tempos a falta de, nas cidades, a violência, as brincadeiras infantis afastou-se das crianças e jovens dos jogos e brincadeiras de rua, por isso, a necessidade da escola proporcionar momentos em que o aluno vivencie brincadeiras a qual não conheça.

Se o aluno é visto com um protagonista do saber para sua vida em sociedade com a capacidade de situar no mundo como um sujeito crítico para modificar e transformar sua realidade. Para isso, é necessário que o indivíduo internalize a cultura corporal que é relevante para o seu grupo social ou que leve algo que compartilhou na escola para o seu grupo e vice-versa, ou seja, que leve para todos os diferentes grupos sociais os quais participa.

Pensando no brincar ou jogos tradicionais – cada brincadeira tem diferentes maneiras conforme sua região ou geração com suas normas e valores próprios.

Sabe-se que valorizar a cultura corporal da comunidade é oferecer ao aluno a oportunidade de vivenciar diferentes formas de aprender na tarefa de atuar na atividade e também a maneira de cooperar e participar na ação sobre o objeto, possibilitando a transformação da criança e do seu meio. Quando a escola propicia estudo (como foi citado na vídeo aula- PIÃO) a mesma vivencia o lazer, a comunicação, a cultura e da qualidade de vida.

Ao valorizar a cultura corporal da comunidade a escola possibilita o desenvolvimento:

*Habilidade específicas do ser humano;

*Respeito à maturidade e as expectativas e necessidades das crianças e comunidade;

*Trabalhar diferentes habilidades motoras com base em conhecimentos e experiências anteriores seja já vividas ou de outra geração;

*Proporcionar atividade centrada no prazer e com caráter lúdico;

* Utiliza atividade que faz parte da cultura local ou regional levando a criança a compreender a ação verbal e não verbal através de diálogo intencional;

*Refinamento de habilidades motoras com jogos, brincadeiras e atividades recreativa ou pré-desportivas.

Isso valoriza as atitudes nas atividades e princípios ligados ao convívio social e ético, em busca de desenvolver o bem estar físico mental e social da comunidade escolar e aquela que está ao seu entorno. Assim, a escola  respeita e valoriza a cultura corporal local proporcionando uma aprendizagem esportiva significativa.

                                                          http://www.youtube.com/watch?v=nOSLReDmQHw

Vídeo aula XVII : Transformações Sociais, Currículo e Cultura.

http://www.youtube.com/watch?v=6pVZWwcmVmo&feature=related

Segundo Kant, “O homem só pode se tornar homem através da educação.”  Isso revela que o indivíduo está envolvido desde o seu nascimento no processo de interação com o meio social, na construção da sua própria história  podendo  intervir. Aprender e acompanhar a transformação social num mundo globalizado o qual estamos é tão necessário, natural e inevitável. O conhecimento adquirido pelo aluno não vem somente da escola, muitos saberes vem da curiosidade, da experiência vivida de um momento prazeroso. Nessa concepção  a escola precisa assumir o papel como mediadora e orientadora diante dos saberes desenvolvendo o gosto pelo aprender. Para isso, é preciso que a escola também esteja aberta para receber as experiências educativas e não-escolares transformando-o em um “centro de educação permanente”, ou seja, se aprofundando no contexto da comunidade local fazendo uma interação interdisciplinar e transdisciplinar diante dos diferentes aprendentes.

Tudo isso nos leva a pensar em reelaborar um currículo em que ajude o aluno acompanhar as mudanças sociais e tornando possível uma cultura de relacionamento equilibrado, cooperativo e de respeito sem preconceito, resistência e distorção entre os pares.

A cultura vem da participação do indivíduo na vida de uma comunidade, de redes de conhecimentos significativos e de relacionamentos em conexão segura integrada com o meio. A escola nessa visão torna-se um espaço de auto-educação onde oferece perspectivas úteis para a transformação e a evolução não somente da escola, mas da comunidade e da sociedade na maneira de comunicar, trabalhar, refletir, aprender em  atividades coletiva valorizando a amizade, o vínculo e a parceria, permitindo os aprendentes a dominar estratégias e competências para descobrir como fazer parte do mundo globalizado e também como saber usufruir de maneira digna e consciente.

Vídeo aula XIV : A cartografia e a representação dos lugares.

Ao refletir sobre as práticas voltadas para a cartografia como representação de lugares como a professora Sônia C. explanou em seu vídeo a relação entre educação  e geografia tem espaço articulado entre o  espaço  geográfico apoiado com as relações sociais e o físico-social em que o indivíduo se encontra. Esse espaço faz parte da convivência humana que é um objeto de ação transformadora ao longo dos anos que pode ser constatados através  de cartografias que relatam como era e como está, como as pessoas pensavam e como pensam hoje sobre um determinado fenômeno.

O espaço vivido no passado e no presente nos mapas é entendido como rede de conhecimento do cotidiano dos indivíduos dos lugares os quais se encontram – escola, família, bairro, ruas, cidades, enfim , a rede geográfica.

A escola por tanto, é um espaço privilegiado para educar, onde os mapas possam superar a disciplinariedade para que converta em produção de saberes observando a transformação do espaço vivido como um objeto “revelador” de pensamentos e ações do ser humano que serão objeto não somente de estudo e compreensão mais de transformação.

Ao proporcionar essa prática a geografia dialoga com o espaço  vivo através das relações sociais. Esse movimento pedagógico perpassa temas variados, significativo, sócio-real que tem em comum o desenvolvimento da identidade do indivíduo como um cidadão crítico/criativo do espaço que o envolve buscando assim,  uma relação de transformação. É nesse momento que as trocas de conhecimento entre educador e educando apoiados em mapas antigos e reais que construirão um olhar sobre a rede de conhecimento, colocando o educando como centro de aprendizagem em cada  situação educacional, ou seja, o que há “lá fora” (sociedade) e o que está sendo buscado criticamente “aqui dentro” (escola).

Isso indica – vínculo, compromisso , missão e esforço da escola para melhorar as condições do espaço geográfico com a participação social juntamente com a educação.

Vídeo aula XIII :Educação geográfica, estudo da cidade e o uso da cartografia.

Segundo Moacir Godotti é preciso educar a cidade por meio de uma educação para a cidadania. Estudar a cidade é pensar que a mesma se transforma em educadora, pois, a partir da convivência, da história de vida cultural, social e as diferentes relações o aluno com o meio pode ser transformado em objeto de estudo. Por isso, a cidade passa a ser educadora e educando.

Se pensar em cidade e cidadania que são palavras ligadas a um sujeito membro de uma comunidade  que é o  cidadão. A cidade que dispõe de várias maneiras de contribuir para a educação do aluno cidadão, como a  vivência, os costumes, suas crenças e todo o espaço cultural e social que o aluno participa permanentemente e espontaneamente já pode  ser considerado Conteúdos da sua própria história .  O que a escola precisa é receber esses conteúdos  a qual  ela também está inserida e integrar ao currículo.

Como transformar a cidade em educadora? Quando a escola abre espaço para que se estude sua comunidade, ou seja, sua organização, localidade, espaço e suas mudanças( cartografia),  os problemas daquele espaço,enfim, quando deixa de lado os conteúdos superficiais com aulas monótonas e tradicionais  que não fazem parte da sua realidade e preocupando-se com o conhecimento informal par ser ampliado com o conhecimento científico. Assim, a escola estará educando para e pela cidadania, baseado em documentos anteriores como mapas antigos e documentos que relatam a sociedade antiga e suas transformações ao longo dos anos até chegar a atualidade. Esse movimento pedagógico ajuda o aluno a compreender a história da sua cidade, bairro e comunidade.

Com uma prática pedagógica mais real é possível o aluno aprender com temas  mais significativo num sistema  formal dando significado ao conteúdo curricular.

Nessa visão a comunidade que está ao redor da escola reconquista  uma escola que dá um novo sentido ao espaço cultural, das ruas, praças, seus serviços públicos, enfim, toda a vida que movimenta a cidade a qual o aluno se encontra.

Destaco a fala e Moacir Godotti quando diz que nessa  visão a escola deixa de ser um lugar abstrato para inserir-se definitivamente na vida da cidade ganhando nova vida. Transformando-se em um novo território de construção da cidadania.

Vídeo aula X: Democracia e Educação em Direitos Humanos.

A democracia está vinculada diretamente ao modo de vida como afirma a prof. Ana Maria. Por tanto,  cabe a escola contribuir para que isso aconteça assegurando à  todos a igualdade de oportunidade que é direito de todos desde a permanência na escola  quanto  ao sucesso escolar.

Será na escola que a criança aprenderá a viver em comunidade visando o bem comum como indivíduos únicos com bagagem diferente de princípios, valores e conhecimentos. E é nesse momento que acontece o “ensinar e aprender” a conviver democraticamente, o respeito aos colegas, os direitos e deveres coletivos e individuais. A escola é o encontro de convivência e a socialização do conhecimento num processo de viver em sociedade que será um aprendizado para toda a vida.

Por meio desse convívio escolar bem estruturado e preocupado com questões de diversidade cultural e social,  proporcionar aos alunos o desenvolvimento de atitudes de respeito ao outro. Nesse espaço de convivência é preciso colocar em prática todos os direitos e deveres  de todos que se encontram na instituição e em comunidade, para que haja  confiança, colaboração, diálogo e compreensão mútuo. Só assim, a escola será um espaço democrático de aprendizagem ampla que irá integrar,penetrar, moldar, modificar/transformar a cultura da sociedade a qual se encontram.

Quando a escola acredita num indivíduo  ativo, proporcionando projetos significativos para que explore e descubra os conhecimentos; dando espaço as diferentes oportunidades para que esse conhecimento seja adquirido; vivência e afirmação dos valores nas ações dos aprendentes ( professor, aluno , funcionários e comunidade); formação ativa no processo da construção da cidadania; investimento na ruptura  metodologia que não favoreça aproximação do conhecimento ao aluno de maneira ativa; fortalecimento às práticas individuais e coletivas em sociedade- tudo isso favorecerá as ações dos alunos por meio da cooperação de uma comunidade de um mundo e mais digno à  todos.

http://www.youtube.com/watch?v=b0lhbls_NWo

Vídeo aula IX: Educação Comunitária e os Direitos Humanos.

Apoiado na fala de Paulo Freire “Aprender em comunidade é saber usar os conhecimentos e conflitos que há no entorno da escola articulando com os conteúdos curriculares em atuação ativa sobre a comunidade e discuti-los , isso é proporcionar ao aluno uma  atuação ativa sobre a comunidade onde se encontra e sendo assim, um protagonista dos seus próprios conhecimentos .

A escola estará empenhada em sua missão de maneira real formando os indivíduos para exercício da cidadania quando mapear a escola para saber sobre  os conflitos  da comunidade e as possíveis parcerias e  utilizar trilhas educativas visando um projeto interdisciplinar com a participação ativa dos aprendentes.

Desenvolver o cidadão em uma visão mais ampla é ir além dos conhecimentos científico e cultural da humanidade, é  ensinar  ao aluno a ter consciência da sua própria ação sobre as condições de reproduzir e usar seus  conhecimentos aprendidos na escola em sua vida social e na organização do seu meio. Apoiado pelos valores e princípios de solidariedade, reconhecimento e a valorização da individualidade, do respeito as diferenças e da disciplina de vontades e desejos.

A escola precisa desenvolver seres que construam seu modo de vida com base na liberdade, na autonomia e na responsabilidade. Isso constitui ser um indivíduo ético.

Sabe-se que  quanto mais a escola atuar em parceria com a comunidade que está ao seu redor,  será um lugar de formação humana e da formação do sujeito ético com conhecimento dos seus direitos (individuais e coletivo) e os deveres diante do poder público.

A escola precisa “fortalecer” o aluno com conhecimento vivos, reais e significativos como um instrumento para auxiliá-lo no conhecimento , reconhecimento e transformação da comunidade, sendo consciente dos seus direitos e deveres para que seja reconhecido como sujeito ativo, participativo em sociedade.

http://www.youtube.com/watch?v=ZXLGJcf1Up4

“A escola precisa fazer as palavras Paz, Partilha, Solidariedade, Amizade, Liberdade e Proteção ter sentidos reais.”

Vídeo aula VI: Educação comunitária e questões de gênero na escola.

http://www.youtube.com/watch?v=jt2T_nYVA8c

Hoje ensinar através de projetos com temas geradores de conflitos pode ser um poderoso instrumento para promover  a inclusão social e a cidadania, mas para isso, é preciso que a escola deixe claro em seu PPP (Projeto Político
Pedagógico) o perfil  do  aluno que pretende formar e também o perfil do professor para atender as necessidades da comunidade.

Acredito que o projeto orientado e direcionado pela prof. Valéria Arantes foi de grande sabedoria e com certeza contribuiu para o
crescimento daquela comunidade escolar e todos os envolvidos como aprendentes. Ultimamente, ter parceria com organizações não –governamentais que desenvolve ações comunitárias com  forte visibilidade nas quais a temática é norteadora da ação de todos é realmente uma instrumento importante para ajudar a escola e comunidade enfrentar o desafio de educar. A missão principal dentre  outros no contexto de ensino aprendizagem é resgatar a auto-estima, promovendo a cidadania , a inclusão
social e  a autonomia. E isso coincide  com os objetivos do PPP da escola, o que irá guiar o trabalho com projetos interdisciplinar e com temas transversais.

A prática de trazer para a escola o que aflige aquela comunidade para um estudo coletivo em que o aluno é protagonista do conhecimento isso, transcorre oportunidades reais para que a escola e comunidade cumpram a meta de educar para a cidadania e para a inclusão social. O  trabalho em parceria  seja com a comunidade, com universidades ou ONGs requer uma mudança da realidade a qual muitas escolas se encontram . Com metodologias  que leve ao senso crítico  fundamentada em teorias sociais
que acreditam em projetos com temas transversais e interdisciplinar onde professor e comunidade demonstre ter consciência do seu papel de proporcionar um ensino de qualidade, mesmo sabendo de todas as dificuldades que impeça de levar esse projeto adiante já é uma porta para  mudança. Muitas vezes o medo da violência impede o educador ir adiante, se sente impotente diante do sofrimento da criança , a falta de apoio e parceria acaba frustrado o trabalho sendo deixado de lado.

Sabemos que os conflitos enfrentados elas crianças e comunidade muitas vezes são visíveis. As crianças indicam isso, através da sua postura e atitude, através de desenhos e ou textos como um pedido de socorro. Então como educar para a cidadania ignorando a realidade de pobreza e da violência dessas crianças? Não vejo outro caminho a não ser partir do ensino que tenha significado aliado a temática que os rodeiam, sobre um contexto social , ou seja, a realidade que atua sobre essas crianças. Nessa proposta os temas irão para escola  e para dentro da sala de aula constituindo um desafio a ser enfrentado pelos educadores que deverão aprender a lidar com a violência como um fenômeno social e humano. Não podemos mais trabalhar ignorando a realidade aprendente, se queremos promover a justiça, a igualdade de oportunidade, a cidadania, para que o aluno descubra e aprenda a viver melhor em sociedade.

Vídeo aula V : Protagonismo juvenil e participação escolar.

Partindo da citação que o professor Ulisses inicia sua fala : “A educação deve promover o acesso aos bens  culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação política que aos jovens participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma.” Se objetivo é educar todos  os alunos para que sejam cidadãos críticos e saibam viver melhor em sociedade , as escolas precisam se distanciar da escola tradicional e buscar um modelo mais centrado no aluno. Isso significa
proporcionar ao aluno uma ação ativa na construção do seu próprio conhecimento. É importante lembrar que esse conteúdo não é algo pronto e decidido somente pela escola e sim conteúdos “vivo” presentes no entorno da comunidade escolar .

A aprendizagem através da metodologia ativa, hoje é a mais significativa. Trazer para dentro da escola e ou sala de aula situações
vivenciadas pelo aluno no seu mundo sócio-real para entrelaçar ao conteúdo  do currículo escolar  é necessário  para que não haja discriminação,desigualdade social e uma ruptura  em que se aprende na escola com o mundo real. É preciso que o professor não só contextualize o conteúdo, mas que problematize o conflito vivido em comunidade. Quando o aluno está envolvido e inserido na
resolução do problema se sente responsável, útil e satisfeito em saber que pode contribuir para que aquele problema seja  resolvido. O aluno se sentindo útil  e responsável em transformar o seu espaço , o mesmo vivencia a atitude ética, de justiça e solidariedade pensando no bem estar de todos que está ao seu redor.

A escola ao abrir espaço para que os conflitos que afetam a comunidade escolar e a comunidade que está entorno da escola, a mesma revela sua preocupação em “tudo que é ensinado na escola deve ter significado para quem aprende, e que seja levado para além dos muros da escola”. Nessa linha destaco a fala do Prof. José Pacheco quando diz em seu Hino da Escola da Ponte “ Estudar não é só ler os livros que há nas escolas…”

Concluo então que estudar  é despertar no aluno a vontade de aprender, a buscar respostas, enfim, é criar redes
sendo capaz de reconstruir uma sociedade, apoiada nos saberes, integrado ao processo de transmitir ou transferir em diferentes situações o conhecimento apreendido na escola    para o seu cotidiano, demonstrando assim, uma postura de julgamento de acordo com a visão de mundo . Só assim, a escola poderá dizer que auxiliou o aluno a chegar ao sucesso escolar.

”  Escola e Comunidade – O grupo é constituido de indivíduos com comportamentos diferenciados e com diferentes papéis que interagem entre si.”

Vídeo aula II: Fórum escolar de Ética e de Cidadania.

Essa prática é de grande valor para todos os envolvidos , mantendo assim uma relação mais próxima da realidade que circula na escola, para isso é importante que a escola elabore seu PPP( Plano Político Pedagógicos) apoiado nas necessidade da comunidade entorno da escola. Os sentimentos de curiosidade , de desconforto, de antipatia, de compreensão, de reverência, de compromisso, de dividir responsabilidade na busca da construção de conhecimento para a cidadania rompendo as indiferença e a discriminação-
hoje seria um ensino contextualizado. Na vida, as situações que enfrentamos são muito mais complexas do que os simples e” preciosos “ exercícios que a escola apresenta aos alunos. Nesse sentido são importante viabilizar um conteúdo entre a escola e comunidade amparados em Fórum visando uma postura educacional real, em que o aluno presencia diferentes profissionais lutando por um único objetivo o bem estar de todos. Exercendo o sentido real de cidadania. Decidir sobre o
que pode fazer ou não, agora ou no futuro é uma decisão coletiva.”Isso é aprender a aprender como fala Paulo Freire. Porém, tais movimentos como citado na vídeo aula constituem a atuação de verdadeira cidadania, as quais o sujeito
pratica a competência de articular,propondo , criticando, demonstrando sua formação pessoal , intelectual e política, baseado numa visão de mundo para uma vida em sociedade mais feliz.

Quando estudamos algo significativo e relevante para o nosso conhecimento e crescimento , isso nos leva além do conteúdos vazios que muitas vezes proposto na escola aplicados de imediatos em exercícios que não leva há um conhecimento concreto real.

Por isso, cabe a nós educadores, pensarmos e discutirmos a utilização dos conteúdos e projetos na escola. Precisamos não somente usar conteúdos dos livros, mas propor conteúdos significativos para que o aluno utilize como instrumento a serem aplicados em sua comunidade para o bem de todos.

Vídeo aula I: A escola e as relações com a comunidade.

Hoje articulação entre escola e comunidade é fundamental. Refletir sobre a relação entre o currículo da escola e as necessidades da
comunidade é pensar que todo o conhecimento não está somente dentro dos livros ,que é preciso ir além, para que o aluno realmente aprenda. É importante destacar  que o conhecimento seja levado para “fora” da escola, havendo assim uma “PONTE” entre o que se ensina na escola para que seja útil em seu cotidiano. Isso é sucesso escolar- é o esperado- mas isso é apenas uma parte. É preciso que os problemas que  se encontra no  entorno da escola os quais afetam a comunidade sejam levados também para “dentro” da escola , para que escola e comunidade busquem possíveis soluções  para resolver.

Essa postura de “casar”o currículo com as necessidades da escola e da comunidade é um desafio indispensável  que  os aprendentes desejam.Tudo dependerá como essa proposta  irá ser enfrentada e compreendida no plano de ação.  O primeiro desafio a ser enfrentado pela escola  é o DESAPEGO – ao currículo pensado isoladamente, aos conteúdos abstratos e sem conexão com o real, as práticas particulares e singulares, enfim, é preciso se lançar e se despir desse modelo de escola que está fracassando. É preciso pensar num currículo para todos e o conhecimento e aprendizagem também para todos os aprendentes (professor, aluno e comunidade). O segundo  desafio é a HUMILDADE – saber compartilhar diferentes idéias no processo de desenvolver o aluno de maneira integral  articulando a aprendizagem do currículo com as necessidades da comunidade – isso é construir pouco a pouco o conhecimento de maneira concreta  e significativo , procedimento de compreensão interagindo num contexto de trocas coletivas entre os protagonistas (alunos e comunidade) dos seus  próprios conhecimentos.

Nessa visão de compartilhar e fazer uma PONTE de mão dupla entre currículo e as necessidades que estão ao entorno da escola não é tarefa fácil, mas é muito útil hoje para o cidadão ativo. Se o desejo é uma escola  para todos , é preciso querer que o
conhecimento também seja para todos. Não basta ter escola cheias de crianças infelizes com o conhecimento restritos
para alguns. É necessário pensar que cada ser que está diante dos olhos do educador   é uma pessoa com seu modo de compreender e resolver os problemas que se encontra em sua comunidade , com seus valores, e princípios , isso revela que somos únicos.

A escola precisa estar refletindo : Será que os conteúdos propostos estão fazendo sentido  para os alunos?;Como proporcionar a educação para todos num sentido mais amplo? Como se beneficiar das intervenções  da comunidade?; Como desenvolver um aluno mais seguro, feliz e crítico em sociedade?

Quando a escola compartilhar com a comunidade seus anseios com um ensino progressivo, dividindo suas responsabilidades  com os envolvidos , todas essas questões serão respondidas com mais clareza e segurança e tornando a  assimilação dos conteúdos significativo e real. O conhecimento é retomado a todo momento em diferentes abordagem tanto na escola e na comunidade quando o aluno precisa lançar-se aos conhecimentos prévios aprendido na escola para auxiliar em comunidade  ou vice-versa. Com essa postura o aluno revela  habilidades aprendidas, valorizando o que foi ensinado na escola e vendo um sentido em aprender. Afinal essa é a missão da escola , ensinar para a vida em comunidade, principalmente a qual ele se encontra.

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