Ed. Inclusiva

Vídeo aula 28 : O professor não pode estar só. O espaço interdisciplinar e a comunidade.

 Quando o professor se encontra sozinho vê seus esforços e seus recursos utilizados esgotados, sentindo se angustiado chegando à conclusão de que nada fez e que nada poderá fazer para o aluno.

Isso é bem comum escutar nos corredores da escola e nas reuniões pedagógicas, pois, construir uma escola inclusiva não é tarefa fácil. É preciso ter vontade que essa inclusão realmente aconteça, é necessário ter perseverança, fé, entusiasmo, superação, longe da discriminação e dos “inimigos” que não aceitam essa postura.  È necessário estar preparado por que muitos erros irão aparecer, e esse deverão ser encarados não como fracasso ,mas  reconhecidos  que é preciso buscar parcerias e acreditar que a comunidade, o próprio aluno com necessidades e os professores tem algo para contribuir. Como afirma o professor José Pacheco, quando houver apenas três pessoas que busquem o mesmo ideal pode ser considerada uma equipe.

Segundo Paulo Freire “Todos nós sabemos alguma coisa, todos nós ignoramos alguma coisa, por isso, aprendemos sempre.” Todos nós realmente possuímos limitações e conhecimentos, ao reconhecer isso, passamos aceitar que o outro tem algo a contribuir, assim  o professor não estará sozinho.

O  verdadeiro educador não se deixa abater diante das dificuldades, busca ajuda, para não destruir a vida e os sonhos de uma criança, pois, a vontade de fazer a mesma superar   seus limites é maior que o medo de encarar o desafio. Sabendo que ninguém vence os obstáculos sozinhos, que ninguém sabe tudo, sem perder a esperança de buscar o sucesso é preciso que todos se lançem a interação e integração com o aprendente  e sua família.

É importante salientar que há a necessidade de definir uma política pública acessível, que o PPP da escola seja coerente com a realidade e cotidiano da instituição e que esteja fundamentado todas as ações em uma teoria e prática pautado na inclusão não somente dos alunos com necessidades especiais ,mas também a inclusão dos menos privilegiados do saber.

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Vídeo aula 27: O professor não pode estar só : parcerias dentro da escola.

A  escola que se coloca  defensora da inclusão escolar está buscando parceira da família em  proporcionar uma educação voltada para todos , pautada nas diferentes parcerias com outros profissionais da área da saúde bem como os próprios alunos e seus familiares que estão presentes na escola.

Para essa instituição o que importa é proporcionar diferentes oportunidades para que todos tenham o acesso ao conhecimento, aprendizagem, a vivencia  de ser “ pessoas normais” independente das suas necessidades, num ambiente harmonioso livre de discriminação e preconceitos para que se construa  uma sociedade com uma cultura solidária e consciente do direito do ser humano de viver dignamente.

Quando a escola compartilha esse desejo e tem a parceria, a mesma conduz o “fazer parte” e o “ser coresponsável” por aquela criança que “não é minha”(por ser diferente) , mas que recebe como membro que a escola ajudará a ser vista com outros olhos na sociedade.

Ao traçar e assumir uma filosofia de inclusão com a existência de uma equipe multidisciplinar eficiente é fácil, mas é uma realidade quase utópica hoje no sistema público educacional. Não digo que seja impossível basta estar presente e confiar no outro, suspendendo assim, os preconceitos, as diferenças visíveis para que possa  conversar com a alma do outro.

Receber uma criança com necessidades especiais é preciso não somente preparar a escola como prédio, é preciso buscar parceria e preparar os aprendentes que ali se encontram. É como receber uma semente e saber esperar o tempo certo para o plantio, escolher a melhor terra e espaço, e as mãos que irão cuidar (professores, profissionais e alunos) e  plantar essa semente, pois, o fruto será colhido por todos que acreditam na inclusão e aprenderão que a humildade de reconhecer  que precisa se reeducar para lidar com a diferença e pensar antes de criar estratégia que é necessário aceitar que esse aluno faz parte da sociedade .

Saber lidar com a diferença e interagir com o outro é resultado de um amadurecimento e respeito humano.


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Vídeo aula 24: Modelos de ensino- das concepções docentes às práticas pedagógicas.

 O professor ensina da maneira como aprendeu.  Segundo o professor José Pacheco o erro está no que é ensinado nos cursos de formação, principalmente nos cursos de Pedagogia, pois, a maioria dos formadores recorre a modelos de ensino contraditório aos modelos teóricos que pretendem transmitir. Infelizmente, os futuros docentes reproduzirão os mesmos modelos de ensino, apesar de serem na maioria das vezes não concordar ,mas não havendo outro reproduzem  o que lhe foi  ensinado. Com isso, o fracasso escolar é atribuído ao professor.

O professor não é o único responsável pelo fracasso, pois, existe muitos que buscam caminhos de reelaborar sua formação profissional e buscam também aprender com os próprios alunos. Como afirma o professor José Pacheco, que o professor só pode ensinar aquilo que é e não aquilo que fala.   Ao educador que acredita e desenvolve uma pedagogia orientada para uma prática social da integração com a “escola da vida” entrelaçando o saber ao saber fazer demonstra uma concepção onde o aprender a ser gente está ligado diretamente ao aprender a ler e a escrever pautado no respeito onde favoreça o sucesso à todos .

Ao enxergar a escola como produtora e executora do seu próprio currículo, estamos assim, possibilitando aos atores escolares o repensar no processo do desenvolvimento das tarefas escolares. Nessa visão o professor se faz através da sua prática um interventor e facilitador do processo de ( re)construir e transformar o pensamento do aluno através das suas próprias ações . Com isso, o professor está demonstrando aquilo que é, através das suas ações de igualdade de oportunidades, do diálogo/acordo, do respeito dos alunos nas tomadas de decisões que iram afetar diretamente a vida dos atores principais da educação.

Essa opção permite aos aprendentes a estruturar  seu currículo, estimula a socialização do saber do cotidiano com o saber acadêmico , encontrando maneiras de tornar a escola desejada num ambiente agradável à todos .

Por tanto, educar é oferecer  meios e acompanhar o processo de desenvolvimento numa prática que favoreça o protagonismo. Com isso, a criança se torna mais feliz, mais segura, mais confiante quando tem a liberdade de participar da escolha dos estudos que desejam, para que não  sejam conteúdos  isolados  ou que surpreendam por  serem descontextualizados .

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Vídeo aula 23: A educação de pessoas com necessidades especiais é de fato ineficaz?

Quando a escola assumir que incluir não é inserir, mas interagir e contribuir para o desenvolvimento integral do aluno tanto para os alunos que apresentam deficiências sensoriais e intelectuais a educação especial será eficaz.

Com relação à deficiência sensorial as adaptações (braile, libras) são necessárias para que possa atender e permitir o acesso ao conhecimento  além da socialização. Já a deficiência intelectual é necessário recurso tecnológicos, pedagógicos em que possa auxiliar o professor da sala regular e também da sala de recurso, pois, muitas vezes o atendimento chega a ser individualizado, por isso, a importância da parceria com a família, o professor do A.E.E. e outros profissionais ligados a área da saúde para que permitam o desenvolvimento intelectual da criança.

Para que essa educação inclusiva seja de fato eficaz é preciso antes diagnosticar as dificuldades e a potencialidade do aluno para que o professor busque novas estratégias para favorecer a ampliação do conhecimento. Com isso, veda a prática discriminatória, a não alegação do despreparo ligado à falta de iniciativa garantindo assim, a igualdade de oportunidade e, sobretudo garantir o cumprimento do direito à educação.

A escola precisa garantir a permanência do aluno e providenciar  as adaptações necessárias e o apoio efeito ( profissionais e família) para que o trabalho  do professor  não seja isolado para que haja apoio colaborativo e liderança compartilhada .

Quando a escola assume a inclusão como um processo, a mesma desafia e veda à prática da exclusão, o espaço escolar se torna uma comunidade social e de aprendizagem, onde o trabalho do professor e da escola é construído conforme as necessidades que existe no seu contexto social. É preciso não ser cúmplice da prática que gera discriminação ou exclusão, com pequenos passos e com novas metas com parceria com todos os envolvidos nessa nova atuação do professorado, família, alunado e a comunidade social.

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Vídeo aula 20: A complexidade no estudo dos processos desenvolvimentais humanos.

O desenvolvimento do ser humano é um processo pelo qual o mesmo se forma enquanto ser biológico, sociocultural, desde o seu nascimento num processo rico e diversificado. Cada pessoa tem suas características sendo único, por isso, entendemos que o desenvolvimento do ser humano é um conjunto amplo.Nesse sentido a necessidade de um mediador no decorrer de sua vida, que se fará na interação  com a família , sociedade e escola.

O desenvolvimento de uma pessoa se faz na interação estabelecida entre as pessoas em seu contexto social e cultural que está entrelaçado ao longo de todo o ciclo vital no aspecto afetivo, cognitivo e social. Para que haja um desenvolvimento integral do aluno é preciso que o professor estabeleça uma relação mais íntima através do diálogo, demonstrando interesse em conhecer sua história de vida e seu contexto sociocultural bem como as pessoas que participam da sua convivência e suas interações. Todo conhecimento é fundamental na articulação entre aluno/escola/mundo, pois, são aspectos que influenciarão na formação o aluno como um todo.

Quando o professor conhece a história de vida do aluno em seu contexto social, o mesmo tem outro olhar ao compreender a postura e atitudes do aluno diante de uma situação, assim a interação e a convivência entre ambos se realizará num clima harmonioso, sem discriminação ou preconceito. Segundo o professor José Pacheco a “Pedagogia do Abraço” é fundamental no ato de educar,  se colocar no lugar do outro para compreender seus limites e angustias e encorajá-los a conhecer a si mesmo são atitudes humanas e um ato de amor .

Ao compreender o desenvolvimento humano e acreditar que o ser humano é construído gradualmente e que irá se aperfeiçoando ao longo da sua existência, isso mostra a função social da escola e dá sentido ao espaço escolar como transformador na formação do aluno, lembrando nas características de cada fase da vida.

Ao conhecer e compreender os fatores que influenciam o desenvolvimento humano e o comportamento do aluno diante do mundo, ajuda o professor a planejar o que e como ensinar. Em suma, o conhecimento de como ocorre desenvolvimento do ser humano é indispensável principalmente para o educador para que possa auxiliar o aluno a desenvolver integralmente, conhecendo a si mesmo, sua interação, seus valores para manter-se aberto para o diálogo e as novas mudanças entre o conhecimento e o mundo.

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Vídeo aula 19: O todo pela parte: a questão do estigma.

O processo de estigmação e discriminação hoje são entendidos como construções socioculturais, onde são caracterizados alguns grupos que se localizam em distintos lugares, que apresentam características que a sociedade e com o apoio da escola  “predestinam” seu saber.

A escola sendo um espaço de transformação que busca a ética, precisa vivenciar essa ética no seu cotidiano, não podendo deixar a formação de o cidadão estar vulnerável a essa “cultura discriminatória”, é preciso construir o saber ser, o saber fazer, saber aprender, baseado nos princípios de liberdade, solidariedade, respeito ás diferenças, tendo a ética como o primeiro princípio a desenvolver os demais.

Quando a escola abre espaço para que o aluno pense no outro, se colocando no lugar do outro como se fosse o outro, a mesma está agindo pautada na conduta ética em que todos são envolvidos, isso compromete positivamente a formação do aluno na cidadania.

O indivíduo se constrói na medida em que vai interagindo com o mundo, ou seja, sua vivencia em diferentes condições sociais, econômica, política, enfim, sua história de vida. Por tanto cabe aqui salientar que a escola é a instituição e o ambiente mais importante. Será nesse espaço que o indivíduo irá mostrar aquilo que aparenta ser e irá fazer ser como é. È esse indivíduo diferente e único que ajudará a escola a se sentir responsável pela construção da identidade do aluno. A identidade se construirá na medida em que a escola conhece profundamente seu aluno e sua história de vida .

Infelizmente é difícil dizer que a escola tem o poder de construir um ser, assim como também de ajudar a destruir, partindo do processo de estigmação e discriminação entendido no grupo dos menos favorecidos pela sua história devida.

Para que a escola consiga ajudar esse aluno a mesma precisa combater as situações de discriminação, de tensão e conflitos gerados pela estigmação através de uma postura pautada na ética,nos  valores, no respeito, na tolerância  e  na igualdade como fala Cortella no seu livro A escola e o conhecimento.

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Vídeo aula 16: Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão fracasso escolar.

O Brasil vem tentando colocar a proposta da integração das crianças com necessidades educacionais nas escolas regulares, mas essa integração só está acontecendo no aspecto puramente social. O objetivo da inclusão não é somente social, mas de aprendizagem com um ensino da qualidade, onde todos possam se ajudar mutuamente apoiado nos direitos humanos.

Vem sendo estudado as transformações necessárias da realidade escolar para receber as crianças portadoras (espaço físico e materiais pedagógicos). A escola como um todo se julga despreparada e quando converte a inclusão, assumi  uma prática mais viável onde não compreende a proposta, não conseguindo assim atender essa heterogeneidade.  Com isso, muitos são ameaçados ao fracasso escolar e a exclusão.

Esses alunos que não são aceitos pela escola e até mesmos pelos próprios colegas e seus familiares ( por não conhecerem a proposta da inclusão e por fecharem os olhos para a diferença) se julgam incapacitados de estarem no espaço escolar,e  que não têm as habilidades e competências para frequentar a escola regular. Neste caso alguns alunos chegam a desistir da escola: uns ficam em casa com a família, outros entram muito cedo para o mercado de trabalho-sujeito a exploração, outros ao mundo da marginalização, outros até chegam ao final do ensino fundamental I e ao se deparar no 6º ano sem saber ler e escrever com autonomia procura o EJA.

Na verdade o EJA foi pensado e estruturado para atender um grupo de jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola por motivo de ter que ajudar no sustento da família. Foi pensando nesses adultos que o governo criou o EJA. Esperava-se que com o decorrer dos anos o número de alunos fosse diminuindo, pois, hoje em dia é proibido a exploração do trabalho infantil e que todos com idade escolar precisam estar matriculado numa instituição escolar. Mas o que vem acontecendo no EJA é que muitos alunos que vivenciam a situação de exclusão social com uma história de fracasso por não ter  o “saber  esperado como patrão”,juntamente com seus familiares procuram esse programa para encontrar a solução para a escolarização e o também o certificado de conclusão para a busca de um emprego.

O EJA é visto pelos alunos como o último recurso para transformar essa história de fracasso, em história de alunos estudiosos, interessados, concentrados que são características que almejam desde o inicio da sua escolaridade. Infelizmente outros alunos por não ter a coragem  e aceitando o sentimento de culpa, medo, vergonha, insegurança assumem o estereótipo  de “alunos incapazes”  (bagunceiros, desatentos, preguiçosos…)aceitam essa exclusão assumindo particularmente como o único culpado por não conseguir aprender.

Por tanto é comum encontrar jovens com 15 anos após o término do 5º ano, retornando para o 1º termo (1ª e 2ª série do EJA) para ser alfabetizado. Infelizmente muitas escolas estão “empurrando” e preferindo se livrar “do aluno problema” do que buscar desenvolver sua função social, ajudando assim reafirmar o fracasso desse aluno.

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Vídeo aula 15:   Como anda a educação especial no País?

A educação especial no País vem passando por várias adaptações , pois,a  prática  sugerida em legislação é  realmente um desafio  na  busca da educação de qualidade onde todos, sem exceção possa ter acesso ao ensino/aprendizagem .

Para que isso ocorra é preciso que o professor, aluno, família e outros profissionais que atuam na educação inclusiva façam com que os portadores de necessidades especiais tenham os direitos respeitados não somente no espaço escolar, mas principalmente nessa sociedade tão excludente, pois, o conhecimento tem como objetivo elevar o conhecimento socioculturas à todos sem exceção.

É preciso ter claro o que a educação especial é voltada para a necessidade de ter professor com capacidade de trabalhar com crianças portadoras de necessidades, não necessariamente em sala especiais; a inclusão aponta a necessidade de uma educação voltada para todos onde os “normais” e os “portadores” possam aprender juntos. Esse é o desafio dos professores e alunos, para que juntos aprendam um com o outro e que essa  realidade possamos dizer que é uma educação inclusiva de qualidade.

Incluir não quer dizer colocar a criança com necessidade especial numa sala sem acompanhamento de professor especializado ou profissionais que dê suporte para a criança e ao professor, ignorar que a criança tem necessidades especiais, ou fazer a criança seguir a turma sem adaptações se houver necessidade, excluir o atendimento especializado (sala do AEE) por estar numa sala regular e ou deixar o professor da sala regular solitário sem um suporte técnico. Isso é fechar os olhos para a diferença e infelizmente se deparamos com essa realidade em algumas instituições.

Se o desejo é atender o educando com qualidade, portanto é preciso cobrar uma política pública que de condições e formação aos professores envolvidos para que o objetivo de integrar o aluno portador na sociedade aconteça realmente conforme está escrito na legislação.

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Vídeo aula 12: Como vem sendo organizada a educação especial no País?

A política nacional de educação especial traz um marco quando propõe a educação inclusiva tanto das deficiências e superdotação, propondo uma nova prática que empeça a discriminação como do passado ,onde os alunos eram excluídos. Hoje o que se espera é oferecer serviços , recursos e estratégias de acessibilidade ao ambiente escolar, assumindo uma concepção transformadora diante de uma cultura escolar excludente.

A concepção de educação vem tecendo  fio a fio para que os direitos das crianças com necessidades possam ser atendidas tanto pelos professores de ensino regular e por professores do ensino especial, para que juntos busquem uma história diferente, ou seja, que a política de inclusão tenha uma “política diferente para as diferenças.”

Atualmente algumas escolas têm Atendimentos Educação Especializado – AEE (sala de recurso) que presta um serviço de educação especial individualizado em que o professor a partir de diagnostico , relatório e exame a pedido de um neuropediatra  “(…) identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos considerando suas necessidades específicas.”( SEESP/MEC, 2008).

A sala de recurso é equipada com jogos, recursos multifuncionais com computadores entre outros materiais para a realização das aulas do AEE.

É preciso que os profissionais da educação assumam o compromisso de atender as necessidades específicas do aluno . Hoje a educação especial já se estende entre professor da sala de recurso com o professor da sala regular para que juntos possam garantir as condições necessárias para que o aluno com deficiência frequente a escola regular sem estar separado em sala especial como presenciávamos em anos anteriores .

Inventar e traçar um cotidiano diferente colocando em prática a inclusão e desaprendendo o modelo tradicional de educação especial é essencial para essa nova concepção, tem muito para contribuir e enriquecer a aprendizagem dos aprendentes. Para isso é preciso mergulhar nas novas concepções de inclusão com um fazer pedagógico significativo e com formação de professor com uma dose de ousadia, inovação e determinação para atender as crianças com dignidade .

Termino com as palavras de Garcia (1994, p.64)” A ousadia do fazer é que abre o campo do possível.E é o fazer –com  seus erros e acertos que nos possibilita a construção de algo consistente.”

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Vídeo aula 11: Legislação, declarações e diretrizes.

 As legislações, declarações e diretrizes vem para discutir a necessidade da acessibilidade dos  alunos no contexto escolar, onde fundamente os projetos pedagógicos para que garanta o direito das crianças e jovens com necessidade especiais participem da escola regular.

A escola a partir do momento que reconhecer e dar  apoio as necessidades educacionais para os alunos  especificamente aqueles que apresentam determinada deficiência a mesma compreenderá  que é preciso antes de buscar ou relutar com o aluno portador é preciso  conhecer a legislação para que possa lutar pelos seus próprios direitos assim como  também do aluno e de seus familiares.

É preciso que a escola e seus professores busquem implementar ações que favoreçam e garantam efetivamente o acesso da criança portadora na escola de maneira que possibilite seu desenvolvimento mesmo com diferentes barreiras que impedem sua participação plena e efetiva na escola e consequentemente na sociedade.

A escola sendo um modelo de inclusão busca através das políticas públicas a promoção de arquitetura adequada, elaboração de recursos didáticos, tecnológicos acessíveis. Além dos projetos com temas transdisciplinares  que facilite a aceitação e o respeito com os portadores.

Quando a escola apresenta um posicionamento positivo e humano, a mesma marca seu processo de transformação da concepção que o deficiente  numa escola especial para uma concepção de um modelo social de superação, de independência, de autonomia e de dignidade de forma coletiva  (escola regular) que lhe dê força para a luta individual dos seus direitos em sociedade.

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Vídeo aula 8: Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial.

Durante muitos anos, educadores de vários Países assim como do Brasil lutaram para que as crianças e jovens com necessidades especiais fossem incluídas nas escolas regulares.

No contexto histórico podemos observar toda a trajetória árdua para chegar à inclusão tão desejada. Mas a batalha ainda continua, não basta apenas acolher e promover a interação social a esses alunos, o movimento é de garantir também a aprendizagem. A própria legislação prevê desde 1988 quando a constituição foi aprovada.

Hoje vemos que o governo não deve apenas apoiar e focar os atendimentos clínicos isolados da instituição escolar, mas é desejo de todo educador o apoio à orientação correta para que atue adequadamente com crianças e jovens com necessidades especiais, assim com  especialistas para que haja um trabalho em conjunto.

Para que se tenha uma educação de qualidade é necessária uma política pública com compromisso em que não somente faça adaptações físicas e pedagógicas, mas que auxilie o professor não deixando sozinho com suas angustia.

Por outro lado, o professor precisa conhecer a legislação para saber  sobre o que cabe a ele e ao governo para que possa “brigar/ lutar” pelos recursos necessários, seja humano, material e ou  pedagógicos. Todo  o movimento em favor à  inclusão escolar tem como propósito reduzido a diferença à identidade , ou seja, não é identificar as diferenças,mas sim, que somos iguais porque se diferenciamos uns dos outros.

Em suma, a escola inclusiva assegura  a igualdade entre os alunos diferentes, e é isso que assegura o direito à diferença na igualdade de direitos à educação de qualidade.

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Vídeo aula 7:Crianças e jovens com necessidades especiais na escola –dialética da exclusão/inclusão.

Conforme foi mencionado os relatos de diferentes visão que atuam com crianças e jovens com necessidades especiais sobre a oportunidade de trabalho com alunos com determinadas patologias tem sido um novo desafio para a grande maioria das pessoas envolvidas na educação. Isso é visível quando os professores se deparam com crianças com necessidades que são introduzidas no ensino regular.

Sabe-se que por lei e por estudos de alguns autores que defendem a inclusão que será no ambiente escolar e com todos os estímulos que as crianças terão a oportunidade de ser incluída no social não somente socialmente como também na ampliação do saber.

Os professores apresentam uma reação de indiferença ou de apelos com movimentos para pedir ajuda por não saber como posicionar. É comum a vivência com aluno com necessidades especiais nos primeiros dias na escola carregados de sentimentos de impotência,  angústia e até de desesperado por parte do professor. A falsa  convicção que a inclusão é somente social já nos revela a exclusão camuflada. Neste caso a escola precisa abrir suas portas para receber   essa criança e pedir ajuda para diferentes profissionais que possa auxiliar a criança a desenvolver mesmo com suas limitações. O professor precisa saber que seu” saber fazer “poderá  contribuir muito para que essa criança se torne mais feliz projetando no seu cotidiano um futuro  cuidadoso( aceitação de todos).

Não só para a escola é um desafio como  também para a criança ,que na maioria das vezes são “separados ” da família para vivenciar um   novo meio social mais amplo e desconhecido.  A satisfação, alegria e atenção por parte da escola e do professor ao receber o aluno são percebido  e absorvido pelo aluno , assim como  toda a tenção e atitude de indiferença  por parte de alguns professores que ainda não se abriram para a inclusão .

Peço licença para relatar algo tão lindo e emocionante que ocorreu numa escola da Rede Municipal de Lorena. A professora e também mãe da garotinha G. com necessidades especiais, gostaria que a mesma fosse bem recebida na escola. Então resolveu preparar os alunos da sua sala para que não ficassem agitados ou surpresos com a chegada da G.

Um dia antes da chegada da aluna  à escola, a prof./mãe colocou a mochila da G. no centro da roda de conversa e deixou que as crianças investigassem quem era o dono daquela mochila. Como não acharam o dono a Prof./mãe resolver abrir a mochila e ver se o objeto ali encontrado poderia ajudar a descobrir de que era a mochila. Dentro da mochila havia: fralda, seringa, fraldinhas higiênicas, peças de roupas de menina, materiais adaptados para crianças com necessidades ( adaptador de lápis, tesoura…).

Não sabendo de quem era a mochila a professora colocou que a mochila pertencia a uma garota muita linda, mas que iria precisar da ajuda de todos. Explicou como era a G. e suas necessidades.

Quando a G. chegou no dia seguinte à recepção foi emocionante, toda a escola foi preparada para recebê-la. Todos ajudaram e até hoje têm um carinho muito carinho com a G. , e a mesma apesar de não falar demonstrava sua alegria  ao  balbucir como estivesse contando sua felicidade, seu olhar era e continua  brilhante e seu sorriso é contagiante.

A G. também foi preparada sobre o que iria acontecer no seu primeiro dia de aula , isso foi e é muito importante tanto para a escola como para o aluno que será inserido na escola regular . A atitude da professora foi uma estratégia aplausível onde transformou os olhares curiosos e de exclusão em olhares carinhosos, proporcionando um acolhimento  humano e digno que todos alunos merecem sem importar se é ou não especial. Diante dessa adesão  dos pares ( escola /família) demonstram que apesar da diferença todas as crianças especiais podem desfrutar e desenvolver suas habilidades bem como intelectual, motor e social.  Com toda a certeza de quem acredita no ser humano e no potencial de cada ser seja especial ou não, todo o  educador fica feliz em ver a superação desses alunos.

Deixo neste espaço meu agradecimento a Deus por ter escolhido a R. para ser a mãe / prof. da G., a mesma não poderia ter uma pessoa tão especial, guerreira e abençoada.

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Vídeo aula 4: Ética e saúde a escola.

Propor um sistema educacional de inclusão é abolir nas escolas práticas discriminatórias para garantir a igualdade de oportunidade. As práticas discriminatórias são aquelas que o aluno se sente frustrado, restringindo aquilo que possa  impedir o acesso ao direito que cabe à cada cidadão.

Quando um professor ao receber uma criança com deficiência e ao coloca-la de lado, até mesmo impedindo a mesma a realizar alguma atividade simples que não necessite de alguma adaptação ,isso é um ato de  discriminação. Outro ato discriminatório é quando a escola alega que não está preparada para receber uma criança com deficiência. A postura esperada diante da inclusão de uma criança é que a escola e seus aprendentes se coloquem no lugar dessa criança, mesmo sabendo que não estará  preparada de uma hora para outra, mas aceitá-la é uma atitude não exclusiva. E ao assumir essa criança é preciso buscar meios necessários para atender  com qualidade.

Garantir a igualdade de oportunidade não quer dizer somente dizer o SIM para a “matrícula” da criança é preciso que mais isso. É necessário garantir sua permanência e exigir das políticas públicas adaptações no espaço ,  materiais para facilitar a aprendizagem e ou movimentos se houver necessidades e garantir  também o cumprimento do direito à educação de qualidade com metodologia adaptadas apoiadas nos recursos que garantam a inclusão plena do saber, da convivência social e o vínculo afetivo.

Incluir não é apenas inserir o aluno no ambiente escolar, mas é interagir e contribuir para que o aluno perceba e se sinta parte da instituição estimulado a troca de experiência, diminuindo  sua  dificuldade e favorecendo uma experiência de vida diferente de maneira mais democrática, participativa para que compartilhe seu projeto de vida.

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Vídeo aula 3: Ética e valores na ação educativa.

A convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência publicada pela ONU em 2006 assegura as pessoas com deficiência os direitos à educação com qualidade. Esse compromisso precisa ser assumido por todos com o foco de fazer uma reflexão sobre prática pedagógica. Os alunos que possuem uma necessidade específica não podem ser excluídos da escola por suas limitações, pois, isso vai contra o exercício da cidadania.

Se olharmos o movimento social histórico sobre a exclusão se deparamos com uma prática que encaminhava os alunos para sala especiais para não ter o modelo homogeneizador do ensino  traçado pela escola, que durante muitos anos presenciamos essa exclusão nos  espaços escolares. O resultado dessa exclusão é visível em nossa sociedade quando se deparamos com muitos alunos que antes excluídos por não conseguir aprender e rotulado por algumas patologias hoje retornam para escola no programa da EJA.

Para que esse cenário não retorne ou que a escola apenas use a matricula para inclusão do aluno e continuem vivenciando a exclusão é necessário que a escola deseje uma escola  de qualidade para todos, que reforce a necessidade de uma política pública de inclusão para atender as necessidades de todos dentro de uma gestão democrática.

A prática pedagógica que promovem a desigualdade social de diferentes grupos precisam ser revista, pois, a escola é o espaço mais eficaz para combater as atitudes discriminatórias.

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