Temas Transversais

Temas transversais e a estratégias de projetos.

Vídeo aula I:  As revoluções educacionais.

    Sabemos que na história da humanidade existem registros que comprovam as mudanças que contribuíram para um mundo globalizado.

Hoje percebemos que o mundo está acelerado. Há muitas informações, nas quais a precisamos estar atentos para acompanhá-las, especialmente num mundo tão competitivo, consumista e individualista.

Na educação muitas mudanças ocorreram como: a visão do profissional da educação que não é mais o detentor do saber; os alunos não são mais passivos e com pouco conhecimento; os conteúdos e os saberes não são mais estritos para uma determinada classe social; os recursos ou estratégias vão além do quadro e do giz.

Diante dessas mudanças, nota-se que o aluno de antes ia para a escola para aprender o conteúdo e, hoje o aluno chega com o conhecimento e cabendo à escola ampliá-lo.

Podemos dizer que atualmente a visão de educação ultrapassa as paredes escolares, é preciso muito mais que conteúdos pré-estabelecidos. É, pois, necessário que o aluno tenha conhecimento de mundo e que os conteúdos e as novas tecnologias auxiliem o mesmo a superar as barreiras de maneira criativa, dinâmica e reflexiva. Estando assim, atento e preparado para as mudanças que aparecerão nos próximos anos ajudando-o a selecionar fazendo conexão com o mundo real.

Vídeo aula II : Os caminhos da interdisciplinariedade.

“Compreender é pensar e agir com flexibilidade em qualquer circunstância a partir do que se sabe a respeito de algo. Ensinar para a compreensão requer uma nova organização das salas de aula e das escolas para que comportem diferentes modos de ensinar.” Paula Pogré.

O nosso sistema educacional teve grandes avanços, mesmo que significativo. A escola hoje é para todos, possibilitando mais alunos
participando da vida escolar. Mas, sabemos que o termo “a escola é para todos” ainda é um desejo de muitos educadores.

É comum escutarmos que os alunos “não sabem pensar” e que a escola não ensina. Como solucionar essa questão? Bem, o que a escola precisa é romper  paradigmas, ou seja, é preciso pensar em novos paradigmas, novas propostas pedagógica na  busca de uma aprendizagem significativa  e real.Toda proposta deve  fundamentar-se em uma concepção em que a aprendizagem se apóie no aluno com uma relação mais próxima  ao mundo real , a qual vive, sendo capaz de interagir com a realidade de maneira crítica e construtiva. Se a escola continuar propondo atividades e pesquisas entre as  paredes  da sala de aula,ou seja, para dentro dos muros da escola isso vem  reforçar  que se aprende com a repetição de conteúdos transmitido passivamente sem uma relação com a realidade, nada disso terá valor e nem estará desenvolvendo o aluno para que seja um  cidadão com diferentes capacidades e
interesses na busca de solução para os problemas que vive em sociedade.

A educação precisa inovar, possibilitar mudanças, dar um salto para que os “saberes “seja colocado em prática numa ação ativa. Isso será possível com uma proposta de ensino interdisciplinar coerente aos avanços tecnológicos, culturais,sociais ,onde os problemas que afetam  a comunidade seja um conteúdo ou tema  de pesquisa dentro da escola.   Compartilhar em grupo de alunos  pesquisadores interados na  situação diante de uma ação é um aprendizado para toda vida. A ação dos alunos através de projetos  que partam do interesse  do grupo e em que as disciplinas e especialistas  dialoguem entre si com o objetivo de ampliar o conhecimento  numa visão mais ampla  auxiliar os mesmos na  compreensão e construção de um conhecimento real. Havendo assim, uma interdisciplinariedade com uma sustentação  no processo de mudança coletiva principalmente dando sentido a aprendizagem  significativa.

Vídeo aula V: O conceito da transversalidade.

 Muitas vezes nos deparamos  com alunos desinteressados, que não querem realizar atividade não só individual,mas também em grupo, pois, já sabem que “não tem nada” para compartilhar ou para contribuir com o grupo e ou que não aprenderiam  mesmo com ajuda do professor ou do colega.A maioria desses alunos possuem baixa estima e muitas vezes sem saber o que fazer o professor deixa-os de lado ,pois, suas estratégias já se esgotaram.

Sendo uma situação que incomoda qualquer educador a escola em que atuo tomou as primeiras iniciativas de conversar com as famílias dessas crianças, alguns desses problemas até foram solucionados, mas outros os resultados foram frustrante  Durante as conversas observamos que havia um desinteresse também da família as f alas eram sempre as mesma “Não sei mais o que fazer com o meu filho”.

Segundo o físico e educador Luis Carlos de Menezes da Universidade de São Paulo(USP) “Uma saída possível é afirmar um compromisso de corresponsabilidade entre educadores, alunos e suas famílias.” (Revista Nova escola-set.2011).

A escola se propôs em fazer uma parceria com a família, inovando suas reuniões de pais e mestre com dinâmicas e textos que sensibilizasse os pais e mostrando a responsabilidade tanto da escola quando da família na formação do aluno para que seja uma criança feliz e que se torne um adulto equilibrado, sabendo dos seus direitos e deveres em sua vida social.

Uma das reuniões com os pais a escola utilizou o texto “A história do Lápis” (texto adaptado de Paulo Coelho), onde foi pedido para que um dos pais presentes fizesse a leitura compartilhada, após, foi realizado alguns comentários sobre “a marca que deixamos no outro”.Uma semana antes da reunião a professora pediu fotos do aluno com os pais e também pediu para que as crianças escrevessem uma carta (gênero trabalhado) para os pais dizendo qual a marca que eles deixaram até hoje em sua vida . Essa carta foi colocada em um envelope no mural da sala junto com as fotos dos pais com as crianças. Foi um momento muito emocionante, pois, muitos pais choraram ao ler a “marca deixaram ou que estão deixando em seus filhos”. A professora pediu que assim como os filhos escreveram, que os pais também fizessem o mesmo. Foi finalizado  a reunião com os envelopes devolvidos no mesmo lugar (mural).

No dia seguinte a professora fez uma surpresa para os alunos, pedindo que pegassem os envelopes, tamanha foi a surpresa ao ler os recadinhos dos pais , muitos se sentiram queridos e amados .Aos alunos, dos pais não compareceram na sobredita reunião,a professora teve o cuidado de escrever um recadinho carinho dizendo o quanto eles são importantes para sua família e para os colegas.

A partilha com os colegas na roda da conversa foi um momento muito rico Dessa forma, a partir do momento que a escola passou a dar mais atenção à família e estabelecendo uma parceria, alunos, comunidade e escola tiveram atitudes de corresponsabilidade entendendo a importância do papel social de cada um.

O objetivo dessa interação foi de auxiliar uma convivência social e escolar do aluno, pois, percebemos que esse era o maior desafio da escola.Sendo assim, não devemos esperar que a família se torne parceira da escola, pois cabe a escola buscar essa parceria ,sabendo que ela é a principal instituição que ajudará na construção de uma sociedade mais justa, harmônica e democrática.

 

Vídeo aula VI: Temas transversais em educação.

A escola ainda continua muito enraizada na concepção que disciplinas tradicionais as quais se encontram nos conteúdos curriculares são suficientes para a formação do educando.

Sabemos que nos dias de hoje o aluno precisa não só ter conhecimento acadêmico, mas também de postura e  saber se posicionar criticamente diante de um problema e ou um conflito social. Será através dos temas transversais proposto nas diferentes disciplinas que darão a oportunidade  do aluno aprender num ambiente em que possa analisar, julgar, criticar as ações pessoais
e coletivas de uma comunidade na direção da democracia e da justiça.

A escola necessita de compartilhar com os alunos e comunidade as questões urgentes que pariam entorno da escola,através de
projetos significativos com temas de segmentos sociais para que assuma uma postura transformadora da realidade a qual se encontra.

Educar para ” passar de ano”com conteúdos  abstratos e longe da realidade do aluno é fácil, mas torturante e intolerável. Oferecer ao aluno conteúdos que partam da sua realidade , oportunizando a se apropriar do problema da comunidade para
refletir , pensar em ações para mudar sua própria vida, isso sim ,é conteúdo vivo e significativo. Com essa experiência escolar o aluno aprende e ensina valores, atitudes, conceitos e prática social que será levado para toda vida.
Para isso é preciso estar num clima de autonomia, cooperação e participação na história da sociedade como protagonista da sua própria história em comunidade na qual se encontra.

Gostaria de compartilhar um trecho da história contada por Rubem Alves do Pinóquio as avessa.

Pinóquio as avessas.

Rubem Alves… A  história do boneco de pau que vira menino, ganha novos contornos, e de história para crianças, passa à história pra gente grande pensar.

Nesta versão o autor aponta para o perigo que correm nossas crianças ao ingressarem em escolas que não consideram
seu potencial e suas capacidades individuais e criativas, antes tentam enquadrá-las num sistema educacional rígido, conservador, anacrônico e sufocante.

Felipe, o personagem principal da história, um menino que adora pássaros e sonha se tornar um cuidador de pássaros quando
crescer, descobre, indo para a escola, que os adultos são aquilo que fazem para ganhar dinheiro e que ser cuidador de pássaros não dá dinheiro, que ser cuidador de passarinhos não é uma atividade produtiva. Não se faz vestibular para ser cuidador de passarinhos.

Quando dormia, Felipe sempre sonhava. E sonhava que o professores eram pássaros que ensinavam a voar e que cada um
ensinava a voar de um jeito e que haviam vários jeitos de voar.

E assim, a narrativa vai se desenhando.  E na escola, o menino vai descobrindo e aprendendo coisas. Aprendendo que na escola há horas certas para pensar as coisas, como na TV, a gente aperta um botão e faz mudar o canal. Na escola é a campainha que faz mudar o canal do pensamento; que cada professor sabe apenas de uma coisa e que nenhum sabe o nome do pássaro azul que ele viu voando quando vinha para a escola; que a escola é uma grande corrida, onde uns ganham e outros perdem; que os conhecimentos não valem pela sua utilidade, mas porque vão cair na prova e no vestibular; e que quando se pensa sobre coisas que a gente gosta e não sobre o assunto que a professora está falando as crianças podem ser diagnosticadas como crianças com distúrbio de atenção. Distúrbio de atenção é quando a atenção está no lugar que o coração deseja e não no lugar onde o professor manda.

Ao contrário de Pinóquio, que só vira gente de verdade quando vai pra escola, o conto de Rubem Alves é apresentado
assim, às avessas para provocar uma reflexão que suscite mudanças significativas em favor de uma educação verdadeira, edificante, que preserve na criança – no ser humano- a capacidade de sonhar, de criar, de tranformar, de se
realizar.

“Queremos que os nossos sejam sempre meninos de verdade e não bonecode madeiras.”

Vídeo aula IX : Ciência e Educação.

“O currículo integrado propõe uma transdisciplinariedade que supere a dicotomia  entre análise e síntese para aprofundar sua relação dialética.” Rafael Yus Ramos.

A escola de hoje de hoje vive um momento com grandes progressos tecnológicos, com instalações modernas, mas com um proposta pedagógica não tão avançada. Professores querendo alunos em silêncio e  ouvintes passivos. Até poderá obter o silêncio dos lábios, mas não o silêncio da mente, não tem como aprender um conteúdo sem um significado para sua vida real, é relevante salientar que é preciso ter relação com o mundo  e seu cotidiano. O educando é um ser ativo que precisa ampliar sua visão de mundo com suas causas e conseqüências  das ações do homem  com os objetos  ou outro fenômeno da natureza e com base nas
diferentes ciências que explique ou justifique  a busca de respostas para enriqueça o seu conhecimento.  Com esse olhar o
aluno poderá   compreender os conteúdos propostos e trabalhados na escola s e estiverem integrados aos diferentes conhecimentos científicos, cultural, social, e tecnológico para que esteja preparado para dar respostas criativa, crítica de acordo com a demanda da sociedade, assumindo uma responsabilidade social de cidadania compartilhada em comunidade.

O conhecimento vem se multiplicando rapidamente a cada segundo, por isso, a integração dos conteúdos e habilidades transversais são fundamentais  numa visão de mundo. Como as experiências de mundo do aluno não são fragmentadas em áreas disciplinares,  isso nos leva a pensar por que a escola  ainda insiste em manter nessa concepção de ensinar conteúdos dentro de “caixinhas” separadas? Isso só leva a não motivação aumentando assim, o desinteresse ou uma aprendizagem descontextualizada.

É preciso que a escola proporcione conhecimentos aos alunos que auxiliam a fazer leitura na compreensão de muno, utilizando esses conhecimentos como instrumento na sua prática do dia a dia através de possíveis soluções sem ser cientista, em que beneficie sua vida e dos demais cidadãos do seu convívio social.

Vídeo aula X: Interdisciplinariedade  etransversalidade na Educação.

“ Pela  maneira como transmitirmos o saber também estamos repassando  os valores’’. Philippe Meirieu.

Hoje vivemos num mundo que o conhecimento está explodindo, a tecnologia se  desenvolvendo a cada segundo e o interesse de conquistar a harmonia e o equilíbrio social é muito grande; não dá mais para a instituição escolar ficar transmitindo conhecimento
que já foi transmitido de geração anterior. Os alunos almejam e necessitam de conhecimentos que serão fundamentais  na
sua formação como cidadão ativo . A disciplinas de matemática,  ciências,  história,  geografia,  português, artes são conteúdos  que deveriam ser integrados e entrelaçados entre si. É preciso aprender para o hoje e para o futuro e  isso inclui aprender a pensar criativamente, saber aplicar o conhecimento aprendido na escola de maneira flexível em diferentes situações do seu cotidiano,saber buscar estratégias para resolver problemas, colaborar com as pessoas da comunidade ou meio em que vive, utilizar
novas tecnologias de maneira eficaz na investigação da causas e possíveis soluções do seu dia a dia tudo isso são habilidades essenciais  nesse século.

Todas as habilidades são cobradas  do cidadão em exercício ativo em sociedade. Então, qual é o papel da escola diante  dessa cobrança? É necessário que a escola invista em  temas transdisciplinares ,isto é, que seja do interesse do aluno ,com assunto interessante , importante e acessíveis em que desperte   o interesse do aluno  e que sinta prazer em pesquisar e investigar a causa do problema ,assumindo  assim, um papel de pesquisador.É importante ressaltar a necessidade de traçar metas para
que os professores de diferentes disciplinas juntamente com os alunos dividam a responsabilidade na busca de respostas para o assunto estudado através de projetos reais ( que estão incomodando a escola e comunidade)numa ação participativa e compartilhada.

Segundo Martha Wiske, “A tarefa dos professores deve ser engajar, motivar, inspirar seus alunos no difícil processo de desenvolver, avaliar e refinar sua compreensão.” Com isso, aumenta a motivação,o interesse, a experiência do aluno e a qualidade do ensino.

Quando os professores propõem  um trabalho interdisciplinar com temas transversais, os mesmos incorporam suas paixões pela própria disciplina e engajam  seus alunos num conteúdo mais amplo sem fragmentos, desenvolvendo uma aprendizagem significativa, criativa e sócio-real em sala de aula. Nessa pespectiva  o aluno aprende a trabalhar em equipe apresentam uma autonomia  em escolher o que , como e quando estudar o assunto do seu interesse. Juntos descobriram estratégias que nem  o próprio professor tinha pensado. Trabalhar em grupo e compartilhar suas descobertas,sempre  desafiando um ao outro , isso faz com que o resultado seja  inesperado e o aprendizado seja para toda a vida.

Em suma, os alunos crescem com os desafios que lhe são apresentados e a compreensão irá ocorrer no envolvimento ativo por parte de todos os aprendentes.

Escola que vem a quebrar paradigmas, uma escola em que a equipe não trabalha isolada.

Uma escola dos sonhos ,uma escola democrática.Modelo da ESCOLA DA PONTE de José Pacheco.

 Aula XIII : Conhecimento em Rede.

 Fiquei maravilhada com esse vídeo aula, sendo o que o professor muito  feliz em abordar esse tema. Muitas vezes é
necessário que o professor faça reflexão  sobre como o aluno aprende e como esse conhecimento é desenvolvido.Tudo
isso, está ligado a concepção de que o educador tem do sujeito aprendente numa relação integral com seu meio , sua visão de mundo  relacionando com os conteúdos que a instituição apresenta.

De fórmulas e teorias o mundo educacional está cansado . A questão que insdiga uma estudo é: O que funciona realmente na prática? Esse tema estudado nessa vídeo aula, nos faz interrogar nossos conhecimentos, propondo assim, uma reflexão sobre o que determina o sucesso ou o fracasso no processo escolar com também em sociedade.

A função da escola é ajudar o aluno ampliar instituição seu conhecimento numa visão de Rede, em que o conhecimento do aluno ultrapassa os muros escolares, mas é preciso que  a instituição proponha uma diversidade  de pesquisa para um estudo real e aprofundado dando sentido e significado na construção do conhecimento.

A escola também se preocupa em formar o aluno para que saiba viver em sociedade, onde o desenvolvendo competências e habilidades para que atue com êxito como um cidadão pleno. A instituição sabe da sua missão e almeja com toda força, mas é preciso que o aluno construa eu conhecimento   fazendo uma ponte entre o que se aprende na escola e o que vive em sociedade a qual enfrenta em todas as esferas social, cultural, afetiva(valores, emoção, sentimentos, respeito…)e intelectual em que estão
interligados.

Como afirma o professor Wilisses que o conhecimento de Rede deve superar o conhecimento de balde. Neste sentido destaco o ensino bancário em que Paulo Freire tanto critica, onde o aluno não é um depósito de conhecimento em que recebe passivamente o conteúdo ignorando seu muito sócioreal.

Segundo Paulo Freire (…) “nas  da construção  de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais
sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo.”

Vídeo aula XIV: transversais- Projetos.

Se o projeto tem como objetivo lançar-se para frente, ou seja, em que o ser humano projeta metas com objetivo de buscar algo que depende de sua própria ação. Então  podemos afirmar que a concepção de PROJETO na escola  ganha um gosto pelo trabalho de aprender coletivamente com a integração de todas as disciplinas e todos aprendentes (professor, aluno e comunidade).

A escola ideal está ligado ao conhecimento amplo na visão de mundo, acabando com o isolamento do professor  com seus alunos como se cada disciplinas tivesse sua caixinhas para colocar seus conteúdos.

O trabalho com projeto vem reforçar que a  contribuição das diferentes disciplinas e seus profissionais envolvidos com temas transversais na busca novas estratégias de estudos essa é a solução para que o conhecimento se torne significado para o aluno. Kant  afirma que o homem só pode se tornar homem através da educação. Isso revela que o ser humano faz parte de um processo de interação com o conhecimento dentro de um contexto por mediação social, na construção de uma visão mais ampla da sua ação sobre o mundo.

O trabalho com projeto pressupõe que a escola precisa partir de uma experiência educativas não escolar e levar para dentro da escola e também vice-versa. Com isso, a escola se tornará um centro de pesquisa enraizado no contexto local fazendo uma interação de múltiplos conhecimentos entre aprendentes e educadores.

É importante lembrar que o trabalho com projeto é um processo gradual, onde alunos e educadores buscam respostas e essas, irão aparecendo de maneira em que o conhecimento vai fazendo conexões entre diferentes disciplinas e saberes
onde todos os envolvidos no projeto tenham ação de pensar com clareza sobre o assunto, planejar, refletir, colaborar na busca da meta almejada.

Saliento que trabalhar com projetos ligados aos temas transversais é preciso que haja uma revolução na
postura do educador, não esperando resultados imediatos e nem tão pouco projetos clonado de uma outra comunidade. Para isso é preciso cultivar a coragem a curiosidade, a responsabilidade e a vontade de desbravar conhecimentos e uma aprendizagem significativa em conexão com o mundo. Isso é muito estimulante para todos os aprendentes envolvidos na construção do conhecimento.

Vídeo aula XVII: Pedagogia de Projetos.

Inicío o texto destacando a fala do professor…. que trabalhar com projetos abre possibilidade do aluno se desenvolver nessa
dimensão para que vá  além dos conteúdos escolares. A proposta do trabalho pedagógico através de projetos leva o aperfeiçoamento contínuo da instituição escolar de maneira integral envolvendo todos os funcionários e comunidade que estão ao seu entorno. Quando essa prática é assumida por todos, ou seja,um trabalho coletivo, os professores se sentem
mais confiantes. Mas para que isso ocorra é preciso uma mudança de postura efetiva  os envolvidos para que tenham um aperfeiçoamento contínuo e sustentável. É importante salientar que as disciplinas se entrelaçam os temas tenham significado na formação do aluno.

Se a escola propõe um projeto é preciso que o mesmo parta do interesse de todos que o assunto a
ser  estudado tenha significado entre todos os aprendentes , com isso estabelecendo relações em via de mão de dupla
entre escola e comunidade, alunos e professores, professores de diferentes disciplinas . Isso revela característica efetiva, facilitando uma aprendizagem interescolar.

A pedagogia de projeto vem para auxiliar é a educar as novas gerações, para mediar e dar suporte pedagógico, para cultivar as oportunidades e as competências dos pequenos. Tendo como objetivo maior que são as crianças , visa reconhecê-las
como  pessoas e cidadãs e não somente como receptores de conteúdos, pois, são agentes ativos e construtores das suas
próprias histórias.

Quando acreditamos no trabalho com projetos estamos levantando a bandeira com duas idéias primordiais que fortalecem nossa postura, sendo elas: o reconhecimento das potencialidades dos alunos pelos educadores e
a credibilidade  da comunidade compartilhar e assumir junto com a escola a responsabilidade e o compromisso
concreto de colocar em prática o que foi proposto. É importante dizer que , antes de qualquer proposta os educadores precisam reconhecer as crianças como pessoas protagonistas de seu próprio crescimento e envolvidas ativamente no processo da construção da aprendizagem que as acompanham.

Quando se trabalha com projetos  visa-se a qualidade das relações entre gestores, educadores (professores e pais), alunos e comunidade, sendo um investimento contínuo, no compartilhamento, na divisão e tarefas e experiências
focadas na reflexão e na renovação do bom senso e da sensibilidade de todos os envolvidos buscando assim uma vida mais feliz.

Enfim a pedagogia de projetos se preocupa não só com os conteúdos acadêmicos como também tem um atenção mais cuidadosa com as relações do sujeito com o outro e com o mundo desenvolvendo a autoconfiança, autonomia e o respeito aliado á capacidade de estabelecer uma relação positiva com as pessoas com o mundo.

“Numca estaremos sozinhos sempre encontraremos pessoas para compartilhar nossos ideais e à  fazer  parte dessa construção para o bem de todos.”

Vídeo aula XVIII : Educação Integral.

 A escola integral é realmente um sonho para um educador  idealista, seria uma educação para o século XXI. Professores da vídeo
aula apontam a importância, as vantagens e a persistência na formação da construção do cidadão como um todo preparando para o mundo. Na seqüência da vídeo aula percebemos que a concepção de aprendizagem é bem mais ampla do que hoje encontramos nas escolas regulares . O processo é integrado tendo uma preparação para que o aluno atue de maneira ativa em sua comunidade; atividade para que o aluno conheça suas próprias habilidades , competências ,limites sentimentos e emoções. Enfim, é uma prática bastante enriquecedora. Seria essa a educação necessária para o amanhã de uma sociedade mais justa e equilibrada?

Acredito que essa seria uma idéia bem significativa , onde revela que o conhecimento não se esgota somente na aprendizagem cognitiva e instrumental, mas é primordial a aprendizagem social, que é tão necessária quanto a primeira a qual mencionei. É nessa visão que a escola engloba diferentes áreas do conhecimento  do aluno e demais disciplinas numa visão de mundo que é necessário para viver no século XXI.

É  possível ver claramente os quatro pilares  da educação
que repousa nesse projeto da escola integral- aprendera a  conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a viver coletivamente com todos os conflitos e seus limites que são vivências indispensáveis  para o futuro do aluno que queremos como cidadãos do mundo, sendo permanentes aprendizes ao longo da vida.

Nessa visão de escola destaco um ponto importantíssimo é o otimismo, a confiança dos educando e educadores (pais e professores) nesse processo de educara para que enfrentem os desafios que o século XXI impõe, em que o aluno se posicione como um sujeito justo, solidário, cooperativo transformando a sociedade a qual está “passando”, especialmente no mundo do  trabalho , nessa sociedade globalizada instável e com tantas transformações.

Vídeo aula XXI: Sentimentos e afetos como tema transversal.

Sendo o sentimento um ótimo objetivo de aprendizagem apoiado nos relacionamento entre os colegas, tomo a liberdade de relatar uma prática vivida  , como uma atividade  permanente na rotina escolar da professora Glória do 2ºano da escola a qual estou.

Toda segunda-feira a professora coloca numa mesinha uma caixinha chamada “ Caixa de Deus”, onde a criança  ao chegar na sala de aula possa colocar livremente um recadinho para o “Papai do Céu”, sendo  um agradecimento , um pedido ou um desabafo. Esses recados não podem ser lido e nem comentado com os colegas. O objetivo desse momento é para que a criança exponha  seu problema com um pedido de socorro. No início a professora não deixava as crianças perceberem que os bilhetes eram
lidos , mas ao ler a mesma fazia possíveis intervenções através do diálogo com a família ou em roda de conversa para ajudar a resolver o conflito.

Com essa postura a professora começou a conquistar os pais e propondo uma parceria que deu e está dando bons resultados. Hoje pais e alunos compartilham conflitos sejam familiares ou com relação as atitudes dos colegas  quando se sentem sem força para
resolver os conflitos. Além da Caixinha de Deus, a professora também tem a prática de todas as sextas- feira numa roda de conversa  jogar o “Cubo dos Sentimentos”. Neste cubo tem as seguintes palavras : alegre, triste,medo, raiva, saudade e amizade.

A proposta tem como objetivo proporcionar um momento para compartilhar histórias de vida em que podem dialogar com os colegas. A dinâmica é de jogar o cubo e a  palavra que estiver na parte de cima do cubo, a criança deve contar um fato que deixou-a
com aquele sentimento.É um momento muito rico, juntos eles compartilham diferentes historias e que muitas vezes não são diferentes as que os colegas já vivenciaram. Com isso, compartilham angústia, alegria ; se ajudem mutuamente; demonstrando assim, que não são diferentes dos colegas  e que não estão sozinhos; e que os conflitos podem até não desaparecerem como um passo de mágica , mas é possível saber  conviver com ele buscando  resolve-lo de uma  maneira mais positiva e equilibrada.

 

 

 

Vídeo aula XXII: Prática de projetos  e transversalidade em sala  de aula: questões de gêneros no cotidiano
escolar.

Sabemos que o domínio da leitura envolve uma série de habilidades complexas que precisam ser desenvolvidas continuamente num processo progressivo. Muitas crianças desenvolve esse  hábito fora da escola, mas a maioria precisa da escola para realizar
essa tarefa.

Para enriquecer essa competência de leitor e instrumentalizamos com a liberdade e autonomia de escolha de diferentes histórias que gostaria de escutar para desenvolver o interesse pela leitura.

A essa implantação se deu uma prática de uma rotina permanente de quinze em quinze dias.

Antes e levarmos essa prática para os alunos, vivenciamoscom os professores em HTPC com o auxilio das gestoras, pois, sabemos que  aquilo que  vivenciamos temos mais sustentabilidade para promover uma nova aprendizagem mais eficaz.

Vivenciando a Sessão Simultânea com os professores.O grupo foi dividido sendo entre a O.P. e a Vice gestora.

Antes  do  momento da sessão simultâneas as professoras assistiram o vídeo o qual está  no início do texto.

A prática desse projeto obteve tanto sucesso que as crianças começaram a procurar os livros lidos na sessão simultânea e com isso a biblioteca que antes era um lugar fria e sem movimento, hoje e bem movimentada e com muito calor humano, onde os pequenos pegam e renovam suas leituras por prazer sem nenhuma cobrança mas sim, num clima de leitores que indicam e compartilham leitura que gostaram.

Momento da escolha dos livros.

Momento da leitura com os alunos que escolheram  a história “A colcha de retalhos”.

Vídeo aula XXV: Estratégia de projetos e a construção da Rede.

A estratégia de projetos dentro da concepção de construir o conhecimento em rede é uma proposta fabulosa e de grande valia. Sabemos que o nosso conhecimento acontece de maneira interligado num processo crescente. Por que então a escola insiste em apresentar os conhecimentos fragmentados?

O trabalho com projetos em rede ajuda os aprendentes (professor e aluno)  terem um direcionamento mais claro sobre de onde vai partir (questões que ainda precisam descobrir, ou seja, o que gostariam de aprender)  sabendo onde quer chegar , visualizando todo o processo de construção do conhecimento. Essa estratégia auxilia os aprendentes não se perderem no projeto traçado (planejamento).

Hoje percebemos no nosso cotidiano que os educadores estão desmotivados, pois, muitos alunos deixam explícito o desinteresse e o descontentamento pelos conteúdos apresentados pelo professor. Algumas pesquisas nos revelam que os alunos gostam da escola e do professor, o que eles não gostam são das aulas. Não seria esse o momento de repensar a prática e a postura do professor ?

Bem , sabemos que atualmente, existe acesso muito rápido e fácil as  informações, portanto, cabe a escola organizar e selecionar todas essas informações transformando-as em conhecimento com atividades sistematizadas de maneira crítica e significativa para o mundo sociocultural em que o aluno se encontra.

É importante pensar que a escola precisa trabalhar com conteúdos estruturados em diferentes áreas do conhecimento para que o aluno desenvolva habilidade de pesquisador para que aprenda a buscar sozinho seu próprio conhecimento . Para  isso é preciso que a postura do educador seja de MEDIADOR onde problematize o conteúdo provando o aluno a pensar, que disponha diferentes  materiais como fonte de pesquisa e situações proporcionando uma interação entre os saberes e os pares.

Segundo  Celso Vasconcellos, para desenvolver a autonomia do aluno é importante que o professor ajude-o a aprender a aprender . Sendo assim, a estratégia de projeto  apresentada nessa vídeo aula  seria uma ótima oportunidade para que  essa habilidade se concretizasse. Porém não poderia deixar de salientar as necessidades básicas que a escola pode e deve envolver em seus projetos como a interação, afetividade, reconhecimento do aluno como sujeito ativo e participativo do seu próprio conhecimento, valores, identidade, autonomia, além dos conteúdos que se encontram nos currículos escolares.

A escola precisa ajudar o aluno “aprende a aprender” com prazer ao conhecer. Os alunos  têm o direito de saber para que aprender determinado conteúdo  e como usá-lo ,e o professor levá-los a terem   acesso à cultura,o conhecimento de mundo de
maneira  reflexiva sobre seu mundo sócioreal tornando-os   pessoas críticas ,criativas, enfim, dando sentido e significado aos conteúdos a serem aprendidos.

Será que os conteúdos propostos pela escola estão indo de encontro as necessidades dos alunos?

 É preciso refletir sobre as práticas que estamos levando para sala de aula.

Vídeo aula XXVI : Estratégia de Projetos e Educação em Valores.

Tomo a  liberdade de compartilhar um projeto desenvolvido no ano de 2010 na escola em que atuo.

                           PROJETO DE MEIO AMBIENTE

”O PLANETA TERRA  PEDE A NOSSA ATENÇÃO.”

Justificativa:

Sendo hoje a maior preocupação com o meio em que vivemos, o projeto visa conscientizar alunos e comunidade sobre a necessidade da coleta seletiva do lixo produzido pela escola e comunidade.

Nossa prioridade é repensar nas atitudes e ações do homem com a natureza, acúmulo de lixo lançado ao meio sem pensar no prejuízo a saúde do ser humano, o desperdício da água e o desmatamento.

O trabalho será desenvolvido junto com a equipe do IPEC em especial com a professora Laura durante os meses de maio e junho. Todos os alunos serão envolvidos no projeto, mas o trabalho será mais voltado para os 4º e 5º anos.

Objetivos:

Propor atividades para que o aluno seja capaz de:

*Observar, analisar, refletir sobre o problema do meio ambiente;

*Analisar o vídeo sobre a necessidade da água como fonte de vida a todos os seres;

*Registrar possíveis propostas de como os alunos poderão estar conscientizando os colegas e comunidade sobre o tema abordado;

*Compreender que as atitudes sejam elas positivas ou negativas trarão conseqüências às futuras gerações;

*Fazer parcerias com outra UE, IPEC e outras instituições (BASF, IMBEL, INPE e SAEG), propondo algumas soluções, através de atitudes conscientes buscando meios para diminuir o desrespeito com a natureza;

* Convidar profissionais para explanarem sobre o assunto abordado;

*Participar ativamente das aulas apontando os problemas causados pelo homem ao meio ambiente as possíveis soluções.

Procedimentos:

*Analisar um vídeo “Carta de 2070”: descrição do local e dos seres humanos, animais e vegetais no futuro;

*Os alunos enviarão uma carta com o objetivo de chamar a atenção sobre o meio ambiente, propondo um trabalho integrado entre as U.E, visando o que cada uma poderá ajudar na preservação do meio ambiente;

*Uma sala de cada U.E será responsável pela divulgação do projeto em sua escola, após, se comunicarem através dos meios (correio postal e eletrônico e encontro pessoal);

*Cada U.E. irá propor suas atividades integrando os demais alunos da escola, sem deixar de comunicar a outra escola a ação realizada;

*A sala escolhida confeccionará cartazes, panfletos, brinquedos e objetos com materiais reutilizados para divulgar sua proposta de
trabalho com os demais alunos na escola;

*Os guardiões, alunos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto na escola, serão agrupados para explanarem sobre a importância do processo seletivo do lixo entregando os latões de plástico e papel (os mais usados em sala de aula) para que comecem a separação do lixo dentro da própria sala de aula;

* No pátio da escola os guardiões colocarão os cincos latões de lixo (papel, plástico, metal, vidro e orgânico) e os cartazes;

*A escola juntamente com o IPEC proporcionará uma palestra com a SAEG sobre “A importância da água em nossa vida”, no dia 02/06;

* Os lixos produzidos e selecionados pela escola serão entregues para alguns pais que trabalham com a coleta seletiva;

*Visita ao INPE com os alunos dos 5º anos, no dia 31/05.

Avaliação:

Será  realizada durante todo o projeto dando continuidade ao longo do ano, através da participação dos alunos e comunidade,
com os trabalhos de pesquisas, cartazes, e exposição dos trabalhos realizados com o tema abordado no semestre. Observar as atitudes e atuação dos “guardiões” com os demais alunos.

Culminância:

No dia 02/06 – encontro dos alunos envolvidos da E.M. Conde Moreira Lima para apreciar e conhecer o trabalho desenvolvido pela E.M. Papa João pauloI.

No dia 09/06-Exposição dos trabalhos realizados no semestre.

Imagens de alguns momentos da realização do projeto.

As crianças participando de uma palestra no INPE.

Os alunos se corresponderam com outra Unidade Escolar , após assistirem a Carta de 2070.

Conscientizando os alunos da escola  à cuidar do meio ambiente.Entregando as lixeiras nas salas para iniciar a coleta seletiva dos lixos.

Os alunos recebendo a devolutiva das correspondências da outra U.E.

Palestra com a equipe do SAEG.

Encontro dos alunos para conhcer os colegas os quais  trocaram correspondência durante o projeto – lanche comunitário.Colocando os latões de lixo no pátio da escola para a coleta seletiva.

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